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segunda-feira, agosto 13, 2007

ELVIS NA EDIÇAO DO MÊS DA REVISTA VIP

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O AVIÃO DE ELVIS:
Convair 880, usado anteriormente pela Delta Airlines, com capacidade para 96 passageiros.
Elvis pagou $250.000,00 dólares pelo avião e cerca de meio milhão para reformá-lo incluindo a adição de grandes sofás de veludo, mesas forradas com couro, uma sala de jantar/reunião com poltronas de couro, um quarto de hóspede, um quarto com uma cama queen-size, e dois lavabos com pias revestidas em ouro 24K. Televisão, vídeo e estéreo, telefones e cintos de segurança revestidos de ouro faziam parte dos demais acessórios.

O COMENTÁRIO ACIMA, NÃO FAZ PARTE DA
REVISTA VIP, UM AVIÃO DIGNO DE REI!

21 RAZÕES QUE MOSTRAM COMO ELVIS ERA VIP:
REVISTA VIP
POR MARCELO OROZCO

1. Se não fosse pelo rebuliço que ele causou nos anos 50, nem se falaria em rock e cultura pop hoje. Como disse o rolling stone Keith
Richards: “Antes de Elvis, tudo era em preto-e-branco”.

2. Por causa dele, uns caras chamados John, Paul, Dylan, Roberto, Erasmo e Raul, entre muitos outros, quiseram se meter a fazer música.

3. Tinha estilo e personalidade no visual. Quase tudo ficava bem (tirando aqueles macacões de lantejoulas dos anos 70) e meio mundo imitava.

4. Tinha topete nos tempos do corte reco.

5. Era generoso e sem ganância. Até demais. Tanto que sustentou um monte de “amigões”.

6. Curtia a cultura negra numa época em que a Ku Klux Klan ainda fazia a festa.

7. O sorriso de canto de boca. Debochado, provocador e sedutor.

8. A lista de gatas com quem ele teve rolo é loonga...

9. Seu olho era infalível. Sua esposa Priscilla era linda quando novinha e mostrou-se uma bela coroa nos filmes Corra Que a Polícia Vem Aí nos anos 90. Depois do divórcio, quase só namorou misses.

10. Seus genes deram para nossos dias uma neta gatíssima: Danielle Riley Keough, hoje com 18 anos, é top model.

11. Era maluco por carrões e colecionava Cadillac.

12. Comprou um avião e mandou transformá-lo numa mansão voadora. Como ia demorar, comprou outro enquanto esperava.

13. Cantava rock como ninguém e baladas, gospel, country e blues como poucos. Gravou de tudo, até bossa nova ( Almost in Love, do brasileiro Luis Bonfá).

14. Tinha senso de humor. Adorava ver e rever Monty Python.

15. Foi muito macho para encarar umas cenas absurdas de seus piores filmes. Como fazer ioga trajando blusa de gola rulê, calça justa
e botas. Ou nocautear um tigre no deserto com um cruzado certeiro.

16. Quando detestava um programa, desligava a TV para sempre com um tiro na tela. Pode não ser muito seguro nem econômico. Mas quantas vezes você não quis fazer isso?

17. É o artista com mais imitadores no mundo. Estima-se que sejam uns 100 mil. Existem Elvis de todo tipo: negros, orientais, transformistas... e Homer Simpson!

18. Quantos têm um fã alucinado governando um país? Junichiro Koijumi, ex-primeiro-ministro do Japão, botou uma estátua de Elvis no Centro de Tóquio, lançou um CD com suas músicas favoritas e obrigou o presidente americano Bush a levá-lo para passear em Graceland, a casa de Elvis.

19. Era faixa preta e quis fazer um filme de caratê nos anos 70. Não rolou. Mas só a idéia já é bem legal.

20. Sua dança no filme Jailhouse Rock (no Brasil, O Prisioneiro do Rock) é uma das imagens pop fundamentais do século 20.

21. Fez o filme Garotas! Garotas! Garotas!. Quer coisa mais VIP?

quarta-feira, agosto 08, 2007

Elvis Dead

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domingo, julho 29, 2007

Internautas do UOL elegem Elvis Presley o maior nome do rock mundial - julho de 2007

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(São Paulo) - Internautas do UOL elegem Elvis Presley o maior nome do rock mundial Os internautas do UOL elegeram Elvis Presley o maior nome do rock mundial por meio de uma enquete realizada desde o dia 13 de julho, em comemoração ao Dia Mundial do gênero musical. Entre 13 opções, o cantor norte-americano fez jus ao título de "rei do rock", recebendo 24,77% dos votos. Em segundo lugar ficaram os Beatles, com 20,32%, e, em seguida, o Led Zeppelin, que alcançou 11,78% do total de votos. O quarto lugar ficou com o U2 (11,6%), seguido dos Rolling Stones (7,29%) e do Nirvana (7,2%). Já o Pink Floyd (4,87%) atingiu a sétima posição, os Ramones, a 8ª (3,89%), e, o Oasis, a nona, com 2,56% da votação. Quem optou pela alternativa "nenhuma das opções" também ficou em nono lugar (2,56%). Os votantes no The Who corresponderam a 1,2% do total de votos. O Radiohead ficou na penúltima posição (1,18%), e o The Clash foi a "lanterninha" da enquete, com apenas 0,76% dos votos.
Fonte: Uol

sexta-feira, julho 06, 2007

Dia do rock n'roll (13 de julho)


Dia do rock – A década de 50 é considerada fundamental para o estilo. Foi nos EUA que artistas como Bill Halley, Chuck Berry e Little Richard deram o pontapé inicial no gênero. Desde o começo, o rock sofreu influências da música negra norte-americana com blues e R&B.

É com o surgimento do considerado ‘rei do rock’, Elvis Presley, que o estilo finalmente se consolida como um fenômeno para as massas. O cantor fez com que o gênero se tornasse comercialmente rentável para as grandes gravadoras da época. A partir de então, a lista de artistas só cresceu. O rock é uma verdadeira religião para seus fãs e o estilo já ganhou diversas categorias como punk, funk, progressivo, heavy metal, hard rock, grunge, britpop, entre diversos outros.

No Brasil, a cantora Nora Ney, da fase áurea do rádio e conhecida como ‘rainha da fossa’, foi quem curiosamente cantou o primeiro rock em português. Mas o fenômeno mesmo só começou com os irmãos Tony e Celly Campelo. Depois, seria a vez da Jovem Guarda, de Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, inspirados nos ‘Beatles’, os meninos de Liverpool.

Na década de 70, destacou-se Raul Seixas; nos dez anos seguintes, foi a vez do boom do rock nacional com ‘Kid Abelha e os Abóboras Selvagens’, ‘Engenheiros do Hawaii’, ‘Blitz’, ‘Barão Vermelho’, ‘Legião Urbana’, ‘Ultraje a Rigor’, ‘Capital Inicial’, ‘Titãs’ e ‘Paralamas do Sucesso’. Na música solo, destaque para Cazuza, Marina Lima, Lulu Santos, Rita Lee, Lobão, entre outros.

sábado, junho 02, 2007

Biografia não autorizada de Roberto Carlos e a influência de Elvis na música brasileira - 3


Se Roberto Carlos cantava sozinho imitando Elvis Presley, por que ele, Tim Maia, não poderia cantar também, imitando o seu ídolo Little Richard? Com esse propósito, Tim procurou Carlos Imperial e pediu uma oportunidade para também mostrar seus dotes de solista. Explicou-lhe

que o conjunto The Sputniks tinha acabado e que a partir de agora ele iria fazer o mesmo que Roberto Carlos, tentar a carreira solo. Num estúdio da TV Tupi, de violão em punho, ele desfilou seu repertório de Little Richard:

Tutti frutti, Long tall Sally, Rip it up e outras que faziam a cabeça do jovem Tim Maia. "Eu sempre adorei o Little Richard pela simplicidade, pela garra, a maluquice e o jeito dele cantar", justifica. Incrédulo diante do que ouvia, Carlos Imperial não teve dúvida e imediatamente também escalou Tim Maia. A partir daí, além de Roberto Carlos, o "Elvis Presley brasileiro", o público do Clube do Rock teria também Tim Maia, o "Litlle Richard brasileiro".
Nesses shows, além de Roberto Carlos, o "Elvis Presley brasileiro", e de Tim Maia, o "Little Richard brasileiro", Carlos Imperial lançou uma nova atração: Wilson Simonal, apresentado por ele como o "Harry Belafonte brasileiro". E logo, logo, Carlos Imperial também teria nas mãos mais um jovem suburbano de talento: Erasmo Esteves, que ficaria mais conhecido pelo nome artístico de Erasmo Carlos.

Ao contrário de Elvis Presley, que não fazia shows fora do território americano (sua única apresentação no exterior foi no Canadá), Bill Haley costumava sair em turnês pela Europa e América Latina. E em abril de

1958 veio se apresentar no Brasil, com espetáculos marcados para São Paulo e Rio de Janeiro. Carlos Imperial foi contratado para organizar o pré-show do astro americano no Maracanãzinho. Grande parte da sua turma de cantores e dançarinos do Clube do Rock teria uma chance de se apresentar. Entre eles estava o "Elvis Presley brasileiro"
, Roberto Carlos se preparou com muita antecedência para esse show. Ele cantaria apenas uma música - e não podia errar. Roberto Carlos decidiu cantar um número novo do repertório de Elvis Presley. Não mais Tuttifrutti ou Jailhouse rock, que ele costumava apresentar na televisão, mas uma música nova cantada por Elvis Presley: Hound dog.
O problema é que ele não tinha a letra daquela música para ensaiar corretamente o número.

Foi quando Arlênio Lívio - seu ex-compa-nheiro de Sputniks - disse que conhecia a pessoa certa para ele procurar: Erasmo Esteves, um cara ali da Tijuca que colecionava tudo sobre Elvis Presley: fotos, figurinhas, pósteres e todas as letras das músicas do rei do rock. Ok, era isso mesmo que Roberto Carlos precisava. E numa tarde de abril de 1958, ele foi com Arlênio Lívio, e mais um amigo comum de ambos, Edson Trindade, bater à porta da casa do tal Erasmo Esteves (que ainda não era Carlos).

"Roberto, este é o Erasmo, o cara que sabe tudo de Elvis." Foi com essas palavras que Arlênio Lívio colocou em sintonia a dupla Roberto e Erasmo. "Eu já conheço você da televisão", afirmou Erasmo, deixando Roberto feliz ao ser reconhecido como artista . E de fato, além de se esbarrarem ali pela Tijuca, Erasmo já tinha visto Roberto Carlos cantar no

Clube do Rock, quando Carlos Imperial o anunciava como "o Elvis Presley brasileiro".

Erasmo logo abriu um caderno e pegou a letra de Hound dog, mostrando a Roberto Carlos que era realmente colecionador de tudo relacionado ao rei do rock. E tinha também uma outra coisa que imediatamente chamou a atenção de Roberto Carlos: a sua maneira de andar, o jeito de corpo de Erasmo era igual ao de Elvis Presley. "Eu via todos os filmes de Elvis e prestava atenção nos mínimos detalhes", explica Erasmo. Roberto também via aqueles filmes e por isso soube identificar os movimentos à la Elvis que Erasmo fazia. "E quando a gente comentava, mais ele fazia parecido", afirma Roberto Carlos. Erasmo logo abriu um caderno e pegou a letra de Hound dog, mostrando a Roberto Carlos que era realmente colecionador de tudo relacionado ao rei do rock. E tinha também uma outra coisa que imediatamente chamou a atenção de Roberto Carlos: a sua maneira de andar, o jeito de corpo de Erasmo era igual ao de Elvis Presley. "Eu via todos os filmes de Elvis e prestava atenção nos mínimos detalhes", explica Erasmo. Roberto também via aqueles filmes e por isso soube identificar os movimentos à la Elvis que Erasmo fazia. "E quando a gente comentava, mais ele fazia parecido", afirma Roberto Carlos.

De fato, até aquele dia em que Roberto Carlos lhe foi apresentado, Erasmo ainda não sabia que rumo dar na sua vida. Era apenas um adolescente sem qualquer relação com a carreira artística. Perto dele, Roberto Carlos até poderia se considerar um veterano da música. Afinal, Roberto cantava em rádio desde criança, aparecia na televisão e agora ia cantar no pré-show de Bill Haley como o Elvis Presley brasileiro. Já Erasmo era apenas um ouvinte de rock"n"roll.

O show de Bill Haley estava marcado para as nove horas da noite no Maracanãzinho. E Roberto Carlos chegou tinindo, com o violão afinado e Hound dog na ponta da língua. Seria uma noite inesquecível, sua estreia diante de um numeroso público. Entretanto, quando ele se preparava para entrar no ginásio, foi informado de que o Juizado de Menores do Rio de Janeiro não permitiria a entrada em cena de nenhum jovem menor de 21 anos de idade. Na época, muitos pais faziam pressão para as autoridades proibirem mesmo a entrada de seus filhos em espetáculos de rock"n"roll. E Roberto Carlos, com exatos dezessete anos, não pôde entrar para cantar Hound dog no pré-show de Bill Haley

Já Arlênio Lívio resolveu insistir na carreira artística e, em maio de 1958, formou um novo quarteto vocal - para o qual convidou três outros amigos tijucanos: Edson Trindade, José Roberto, o China, e Erasmo Esteves.

No final dos anos 50, o rock"n"roll pareceu entrar em franca decadência, com alguns de seus principais astros morrendo, se afastando ou tendo a carreira seriamente abalada. O marco dessa fase foi março de 1958, quando, numa decisão surpreendente, Elvis Presley foi servir ao exército, deixando a carreira artística de lado por dois anos. Sem o seu rei, o rock ficou à deriva.
Com Elvis Presley no exército, Little Richard na igreja, Chuck Berry na prisão e Carlos Imperial no exterior, tudo parecia mais difícil para a turma de roqueiros da Tijuca. Sem o Clube do Rock, Roberto Carlos ficava sem espaço para se apresentar na televisão. No rádio ele também continuava sem muita chance, pois ainda prevalecia a preferência por cantores de vozeirão. Para onde ir então, Roberto Carlos? Na infância imitando Bob Nelson e cantando o repertório de Nelson Gonçalves, mais tarde, em Niterói, a influência de Tito Madi e Dolores Duran. Agora sua fase de "Elvis Presley brasileiro" parecia também ter chegado ao fim. (continua)

segunda-feira, maio 28, 2007

Biografia não autorizada de Roberto Carlos e a influência de Elvis na música brasileira-2


A mudança aconteceu em 1956, quando Elvis Presley estreou na gravadora RCA com o single Heartbreak hotel. Branco, bonito, hétero, jovem e, além de tudo, cantando muito bem, Elvis Presley se tornou o primeiro grande fenómeno de popularidade da história do rock. Uma jovem brasileira que assistiu a um show do cantor nos Estados Unidos disse à revista O Cruzeiro; "A gente fica fascinada, e, quando o homem acaba de cantar, necessita-se ou de um banho de chuveiro ou de um psicanalista".

Logo Elvis Presley fez também os seus primeiros filmes - Ama-me com ternura, A mulher que eu amo, O prisioneiro do rock"n"roll -, mantendo a dobradinha do rock com o cinema. Surpreso e encantado com o novo ídolo, Roberto Carlos ia frequentemente ao cinema Santa Alice, no Lins de Vasconcelos, para ver e ouvir Elvis Presley. "Eu sentia uma alegria, uma vontade de dançar e principalmente de cantar. As guitarras coloridas também me impressionavam muito", lembra Roberto Carlos, que aos poucos ia também descobrindo o novo ritmo e o novo som. O garoto que cresceu cantando boleros e sambas-canções finalmente parecia se identificar com uma música do seu tempo e da sua idade.

No Colégio Ultra, os alunos de datilografia ficavam numa grande sala com mais de trinta máquinas de escrever, enquanto um professor circulava dando orientações básicas a cada um. E lá estava Roberto Carlos treinando nas teclas - ou catando milho, como se diz. Outro que também fazia aquele curso era o jovem Otávio Terceiro, que proporcionou ao cantor a sua primeira real oportunidade de cantar na televisão e o seu primeiro cachê no Rio de Janeiro.

Foi no intervalo de uma daquelas aulas que ele viu um dos alunos tocando uma música de Elvis Presley ao violão. Lá pelas tantas, quando Otávio Terceiro disse que trabalhava na televisão, Roberto Carlos arregalou os olhos e exclamou: "O quê?! Você trabalha na televisão?! Pois eu sou cantor". "Ah! É mesmo? Que bacana. Então aparece lá na TV um dia",

E não demorou muito para Roberto Carlos aparecer por lá, com seu violão de capa de lona preta nas costas, à procura de Otávio Terceiro.

Ele o recebeu para conversar, e no momento em que tomavam um café, numa outra sala mais afastada, Chianca de Garcia escrevia os quadros para o próximo Teletur, programa de variedades, espécie de precursor do Fantástico, que ia ao ar toda segunda-feira à noite, na TV Tupi. Otávio aproveitou a oportunidade e defendeu a escalação de Roberto Carlos para aquele programa, que não costumava apresentar calouros, e sim cantores já consagrados. Chianca concordou desde que Otávio fizesse um pequeno teste com o rapaz. Roberto Carlos foi então conduzido para uma sala no fundo do escritório e ali cantou ao violão Tutti frutti, sucesso do repertório de Elvis Presley.
Roberto Carlos cantou Tutti frutti sentado em uma lambreta, num cenário que tinha como tema a juventude. "Roberto estava felicíssimo e muito à vontade no vídeo.

Arlênio Lívio lhe falou então de um grupo de amigos que frequentava o Bar Divino, na rua do Matoso, ao lado do cinema Madrid. Disse que era uma turma da pesada, que também gostava de música, de cinema, de carros. "Se você quiser eu posso apresentá-lo ao pessoal", ofereceu-se Arlênio Lívio.
Naquele momento ele precisava mesmo de uma turma, trocar experiências com outros garotos, compartilhar dessa descoberta do rock and roll.

E no dia seguinte para lá foi ele com Arlênio Lívio, que o apresentou a alguns de seus amigos, entre os quais Edson Trindade, o Edinho, José Roberto, o China, e a um gordo chamado Sebastião, que mais tarde ficaria famoso com o nome de Tim Maia
Aos poucos, Roberto Carlos foi conhecendo outros garotos que frequentavam o Bar Divino.
Logo após Roberto estava numa banda , um quarteto com Tim Maia.
"The Sputniks" se apresentavam com no máximo dois violões, um tocado pelo Tim, mais rítmico, pulsante, outro pelo Roberto mais harmónico. The Sputniks cantavam Little darling com tanta perfeição que alguns até pensavam que eles estavam fazendo mímica -prática muito comum na época.
Carlos Imperial mergulhou no universo proletário do rock"n"roll, iniciando-se na carreira artística como dançarino e apresentador de programas de televisão. O seu Clube do Rock ia ao ar às terças-feiras, às 12 e 45 da tarde, na TV Tupi. No início era apenas um quadro de quinze minutos dentro do programa Jacy Campos -que cedeu o espaço para aquela nova onda musical que estava surgindo. "E agora com vocês o tão esperado Clube do Rock: one, two, three, four, five, six, seven...". O programa começava ao som de Rock around the clock e imagens de bailarinos dançando o ritmo da moda
Ao final do programa, os Sputniks foram fazer um lanche num bar próximo da TV Tupi, menos Roberto Carlos, que ficou no corredor esperando Carlos Imperial deixar o estúdio. Quando ele saiu, Roberto pegou firme no seu braço e disse: "Carlos Imperial, eu também sou de Cachoeiro de Itapemirim e imito Elvis Presley". Um pouco surpreso, Imperial exclamou: "Ah! Você é de Cachoeiro? E imita o Elvis? Então canta aí para eu ouvir". Roberto Carlos pegou seu violão e mandou Tutti frutti. E ali, naquele momento, pela primeira vez Carlos Imperial prestou atenção em Roberto Carlos. Imperial pediu mais uma música e seu conterrâneo cantou Jailhouse rock. "Ok, você está escalado para cantar um número de Elvis no próximo programa

Na terça-feira seguinte, ao meio-dia, lá estava Roberto Carlos estreando sozinho no Clube do Rock, apresentado por um eufórico Carlos Imperial. "Este é o meu, o seu, o nosso Clube do Rock, porque eu, você, nós gostamos de Robeeerto Caaarlos, o Elviiiiis Presley brasileiro...". E Roberto Carlos entrou de violão na mão, sacudindo e cantando Jailhouse rock. "Eu sofria muito a influência dos trejeitos de Elvis quando cantava, fazia até aquele jogo de pernas", afirma Roberto Carlos, que também tentava reproduzir uma batida com certo efeito no violão, um som metálico, de guitarra mesmo -que aprendeu com seu ex-companheiro de Sputniks, Tim Maia. (continua)

Biografia não autorizada de Roberto Carlos e a influência de Elvis na música brasileira-1

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Trechos do livro "Roberto Carlos em detalhes", de Paulo Sérgio de Araújo.
LITTLE DARLING
ROBERTO CARLOS E A TURMA DO SUBÚRBIO
O uobop-bop-a-lum-uobop-bem-bum que Elvis Presley gritou lá de Memphis, em 1956, repercutiu como uma bomba nos subúrbios cariocas e quase abafou o bum bum bati cum dum prucu-rudum do samba do Rio de Janeiro. O bairro da Tijuca, na zona norte da cidade, foi o ponto de aglutinação de uma geração de garotos suburbanos e talentosos que sonhavam em ser americanos, vestir-se como americanos, cantar como americanos, viver como americanos. Seus ídolos eram os mesmos - e todos americanos: Elvis Presley, Little Richard, James Dean, Marlon Brando, Marilyn Monroe, Superman, Capitão América... E todos preferiam Coca-Cola a guaraná e só não passavam as tardes no McDonalds porque essa marca ainda não tinha chegado ao Brasil.

O pessoal se reunia então em frente ao Bar Divino, na esquina da rua do Matoso com Haddock Lobo, próximo ao Cinema Madri e ao Instituto Lafayette. Espécie de Memphis do rock nacional, aquela esquina da Tijuca atraía garotos como Tim Maia, Erasmo Carlos, Jorge Ben (que nos anos 90 mudou o nome para Jorge Benjor), Lafayette, Wilson Simonal, Ar-lênio Lívio, Luiz Ayrão, futuros Blue Caps como Renato e Paulo César Barros, futuros Fevers como Luiz Carlos e Liebert Ferreira... Raul Seixas não andava por ali porque morava na Bahia, mas logo, logo, alguém que vivia mais perto, um capixaba chamado Roberto Carlos, estaria se enturmando naquele clube da esquina carioca - ou quase americano.

O triunvirato de consumo cultural daqueles garotos era formado basicamente por discos, filmes e revistas em quadrinhos americanos. E disso o que eles reproduziam eram as canções. Não se pode dizer que faziam rock de garagem porque todos cresceram sem automóvel e entre pessoas que também não tinham. Eles faziam rock de rua e, como ficavam até tarde tocando, frequentemente provocavam a ira de alguns moradores, especialmente os da esquina da rua do Matoso com Haddock Lobo. A polícia era então chamada e prendia o violão dos roqueiros.

Erasmo e Tim Maia só vão se entender mesmo, e incrementar a turma da Tijuca, no período da adolescência, quando descobriram o rock"n"roll - manifestação da cultura pop que se projetou através do cinema.
Sim, o cinema é um dos pais do rock"n"roll, porque este não é apenas música, é também atitude, topete, calça jeans, jaqueta de couro, rebeldia...
No Brasil, o rock já era comentado antes mesmo de as pessoas ouvirem. Falava-se de um ritmo alucinante que levava muitos jovens a provocar quebra-quebra nos cinemas dos Estados Unidos. Diziam até que em algumas cidades americanas espectadores davam tiros na tela durante a exibição da tal música. "Eu me lembro que ia à praia e escutava um zum zun zum. "Vem aí um ritmo alucinante. Isso já me deixava assustado. Deus me livre! Eu não fazia a menor ideia do que fosse um ritmo alucinante", lembra Paulinho da Viola, enfatizando: "Pra mim aquilo era coisa do demónio. Eu não podia imaginar uma música que provocasse tamanha alucinação, a ponto de um cara puxar a arma e dar um tiro na tela. Porra, isso não entrava na minha cabeça. Então eu não quis nem saber e fiquei de fora".

A previsão de possível descontrole e baderna que envolvia a exibição do filme Ao balanço das horas deixava muitas autoridades de alerta, entre as quais o governador de São Paulo, Jânio Quadros. Na época, ele mandou um de seus famosos bilhetinhos, ordenando ao secretário de Segurança que "determinasse à polícia deter, sumariamente, colocando em carro de preso, os que promoverem cenas semelhantes; e, se forem menores, entregá-los ao honrado juiz". Pois o tal juiz de Menores, Aldo de Assis Dias, preferiu evitar maiores dores de cabeça e baixou logo uma portaria proibindo o filme de Bill Haley para menores de dezoito anos sob o argumento de que "o novo ritmo é excitante, frenético, alucinante e mesmo provocante, de estranha sensação e de trejeitos exageradamente imorais".

O fato é que, através do cinema, o rock "n" roll se espalhou pelo mundo, chegando até os ouvidos dos rapazes da turma da Tijuca

O rock pegou Erasmo ainda virgem musicalmente. Ao contrário de Roberto Carlos, que vinha de uma tradição romântica, fã de Tito Madi e de Dolores Duran, até então Erasmo não tinha maiores interesses musicais, a não ser pelas canções do caubói Bob Nelson no seu tempo de criança. Por isso o rock pegou mesmo Erasmo de jeito, e para sempre - o que não o tornou surdo para se encantar com a bossa nova quando essa surgiu logo depois.

Erasmo foi um daqueles de sensibilidade musical aguçada o suficiente para perceber de imediato a grandeza da arte de João Gilberto. Mas, para Erasmo, a bossa nova chegou um pouco atrasada: seu corpo e sua alma já estavam tomados pelo diabo do rock"n"roll.
E isto foi sacramentado quando repercutiu no Brasil a febre mundial pelo cantor Elvis Presley. (continua)

domingo, maio 27, 2007

Biografia proibida de Roberto Carlos conta a influência de Elvis Presley no Brasil

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Esta obra foi lançada em 2 de Dezembro de 2006. Oito dias depois, em 10 de Dezembro, Roberto Carlos aciona a justiça com dois processos, um contra a Editora e outro contra o Autor.
Em 27 de Abril de 2007, depois de audiência de conciliação na Vigésima Vara do Fórum Criminal de São Paulo, o cantor e compositor Roberto Carlos sai vitorioso nos dois processos.
A decisão final proíbe a edição e a venda do Livro em todo o Brasil.
Hoje, Roberto Carlos dará uma entrevista no Fantástico, da
Rede Globo, explicando porque retirou todos os exemplares das livrarias.
Estarei postando aqui, trechos do livro onde fala da influência de Elvis Presley na música brasileira.

terça-feira, maio 08, 2007

Vinhos em homenagem à Elvis



Uma vinícola da Califórnia lançou uma série de vinhos em homenagem ao cantor Elvis Presley.
A série "Graceland Cellars", que em português significa "Adega de Graceland", em referência ao famoso local onde o cantor viveu, possui três tipos de vinho: Blue Suede Chadornay, King Cabernet Sauvignon e Jailhouse Red Merlot, Blue sued shoes, King Creole e Jailhouse rock, são canções de Elvis, daí o nome dos vinhos.
O presidente da empresa Signature Vinhos, Scott Cahill, afirmou que os produtores trabalharam nos vinhos com o mesmo cuidado que Elvis colocava em sua música. E acredita que os fãs de Elvis e de vinho vão concordar.
Fonte:http://groups.msn.com/ForElvisBrazilianFansOnly

sexta-feira, maio 04, 2007

"Have You Heard The News?"


O CD "Have You Heard The News?" Trará 18 faixas sobre o dia 16 de Agosto, com gravações (audio) do estouro de notícias que foi.O CD também trará a ultima foto que foi tirada do Rei entrando em Graceland.
Lista de músicas:
Introduction:
1. Monday, August 15th… The story. Including interviews with Dick Grob, Billy Smith, Larry Geller, J.D. Sumner, Joe Esposito, and others.
2. The King is Gone… Memories by his friends
Original Radio And TV Recordings
3. WHBQ Memphis Newsreport, including an interview with Elvis' father Vernon Presley
4. Local Newsreport
5. German Newsreport #1*
6. CBS Newsreport # 1
7. CBS Newsreport # 2
8. Newsroom "Special Bulletin"
9. A Tribute by Geraldo Rivera, including reactions from Joe Esposito and Charlie Hodge
10. Channel 7 "Eyewitness News"
11. German Newsreport # 2*
12. Dutch Newsreport*
Johnny Cash Remembers Elvis
13. Johnny Cash Remembers Elvis & The Million Dollar Quartet*
14. Johnny Cash Remembers Elvis #2*
A Tribute Program by Red Robinson
15. Elvis 12 Years in showbusiness
Q&A
16. Interview with J.D. Sumner
Special bonus track
17. CBS Newscast including an overview of Elvis' career.
18. Dutch Newsreport # 2* With reactions from a Dutch Elvis Presley fanclub president, a Beatles fanclub president and others.
Fonte:Elvisback.com

quarta-feira, maio 02, 2007

Homem: o sexo frágil

Adalberto Andrade - Escritor
30-04-2007 12:08
É preciso acreditar num sonho. Em 1969, quando John Lennon decretou o fim do The Beatles – o mais popular grupo de rock de todos os tempos-, o líder da famosa banda inglesa da pequena Liverpool, chocou seus milhares de fãs em todo o mundo com a famosa frase: “O sonho acabou”. Mas quem encantou a todos com sua voz, letras e canções, também nunca deixou de sonhar. Em certa ocasião confessou em uma entrevista que gostaria de ter feito duas coisas na vida: “Escrito Alice no País das Maravilhas e ter sido maior que Elvis Presley”.
Fonte:http://www.cinform.com.br

Celine Dion fez história cantando com Elvis Presley em show beneficente


Celine Dion fez história na televisão americana na última quarta-feira (25) quando fez um dueto, ao vivo, com Elvis Presley.
A tecnologia permitiu que a cantora canadense cantasse com Presley no palco do Kodak Theatre, em Hollywood, durante o programa beneficente especial do Americal Idol, Idol Gives Back.
O holograma do roqueiro, morto em agosto de 1977, cantou If I Can Dream com Dion, deixando muitas pessoas surpresas na platéia, convencidas de que estavam vendo um fantasma.
Fonte:http://ofuxico.uol.com.br
VEJA O VÍDEO, ABAIXO.

terça-feira, maio 01, 2007

Céline Dion e Elvis Presley - dueto


PRÁ SEMRE, REI:
Elvis, eleito o melhor cantor meio século após o início de sua carreira, agora aparece em dueto com Céline Dion. Interessante que, na mesma lista em que Elvis lidera como a melhor das cem vozes da história, Céline Dion aparece na lista das piores vozes.
E, graças à tecnologia, podemos apreciar a melhor voz, em dueto com uma das piores (ou seria a pior??) vozes da história.
SEGURA ESSA, ELVIS!!!!!!!!!!

segunda-feira, abril 23, 2007

Céline Dion grava dueto com Elvis Presley



À semelhança do que já fez com Frank Sinatra, em "All The Way", desta vez o dueto será nada mais nada menos que com o "Rei" Elvis Presley.
Celine Dion irá gravar um dueto virtual com Elvis Presley, que será apresentado numa emissão especial de solidariedade do programa norte-americano "American Idol" (o equivalente a Ídolos exibido em Portugal), intitulada de "Idols Gives Back". A canção escolhida foi "If I Can Dream" uma música do repertório de Elvis.

Como é óbvio Elvis não vai aparecer em palco, mas também a sua imagem não aparecerá em nenhum ecrã retirada de um filme da época. Para isso foi convidado um imitador de Elvis Presley vindo de Las Vegas para gravar o dueto em estúdio. Depois disto a equipa de produção do programa vai fazer com que apareça a cara e a voz verdadeira de Elvis, recorrendo é claro, à tecnologia.

Os concorrentes do "American Idol" apareceram em palco de branco a formarem um coro de segundas vozes. Celine Dion estava vestida de preto e teve de gravar cerca de 5/6 vezes para que tudo ficasse de acordo com o pretendido. Contudo, a sua voz esteve sempre perfeita.
Esta atuação irá para o ar na próxima 4ªfeira, dia 25 de Abril, no canal de televisão norte-americano FOX.

Fontes:
CelineDion.PT
Celine Community

domingo, abril 15, 2007

Aguardem notícia de novo programa de rádio só do Rei, Elvis Presley!

Para esta semana teremos um novo programa de Elvis Presley a ser
anunciado, provavelmente amanhã, na comunidade Elvis Presley
(Brazil).Fanelvis fiquem atentos! Os fãs do passado terão nova
oportunidade de lembrar Elvis quando só ouvíamos ele pelo rádio,
os novos roqueiros, uma chance para conhecer melhor o pai do rock.

Parabéns ao Rei Elvis Presley!

Constatei hoje, pesquisando as comunidades de Elvis Presley no
Orkut, que só em português, temos 305 comunidades do Rei do rock.
Parabéns ao Rei Elvis e à todos fanelvis, pessoas dotadas de reconhecimento pelo trabalho do ídolo e, é óbvio, de excelente
gosto musical!

sábado, abril 14, 2007

Bush, Koizumi Giddy for Graceland


Bush e o primeiro ministro do Japão visitaram Graceland. O ministro
Koizumi até soltou a voz num tímido trecho de "Love me tender" e
"An american Trilogy". O Japão tem grande fã-clube do Rei do rock.

sexta-feira, abril 13, 2007

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quinta-feira, abril 05, 2007

Elvis na Mix FM 106

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Por Adam em 5-04-2007 às 8h47
Gostaria de parabenizar um locutor de hoje pelo bom gosto!Ouvindo a Mix hoje, pouco antes das 8h, ouvi "Little Less Conversation" de Elvis Presley. Não é à toa que ele é o eterno Rei do Rock´n´Roll. Elvis tem maravilhosas músicas, que jamais saem de moda e Little Less Conversation é uma delas afinal em 2002 o lançamento de seu CD ocupou o primeiro lugar em vendas num ranking mundial! Existem milhares de fãs que sentem a falta de ouvir Elvis nas rádios... e a atitude da Mix hoje, foi louvável, inovadora e corretíssima! Mais do que nunca a Mix FM 106,3 agora tem o apoio e a audiência do fã clube oficial ElvisBack! Parabéns e MUITO OBRIGADO, em nome dos fãs!