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sexta-feira, setembro 21, 2007

Lisa Marie fala sobre Elvis em entrevista recente

Clique na foto para ampliar:

Recentemente, Lisa Marie concedeu uma entrevista para o site americano Spinner, onde falou sobre o clipe "In the Ghetto", sua carreira e sobre Elvis. E deixou bem claro que não pretende regravar nenhuma canção de Elvis.

Fale-nos da produção do vídeo In The Ghetto.

Eu queria usar o 30° aniversário para fazer algo realmente bom. Portanto, primeiro escolhi a canção. David Foster fez a produção. Chamei-o na última hora e estivemos trabalhando durante quatro horas na junção da minha versão à original. Acabou ficando muito bom. Quando chegamos ao vídeo, quis Tony Kaye na direção. Ele é controverso, é muito bom. Ele estava em New Orleans fazendo um filme, e só tinha algumas horas. Por isso, fui até New Orleans.
O clipe não é só para assinalar os 30 anos sem Elvis. Também é para uma boa causa.Isso mesmo. A canção, o clipe, tudo vai para caridade. O dinheiro dos downloads vai servir para construir outro “Presley Place”, agora em New Orleans. O Presley Place é um projeto habitacional temporário que começamos em Memphis. As famílias chegam, moram lá e tentam endireitar as suas vidas. Arranjam empregos e, cerca de um ano depois, quando conseguem “caminhar sozinhas”, vão embora. Este programa tem tido imenso sucesso nos últimos anos, e eu queria expandi-lo. Eu queria fazer este clipe e usá-lo para fazer algum bem. Todos os dedos apontavam para New Orleans. Eu cheguei lá para fazer o clipe e quando sai do avião, olhei à minha volta e parecia que o Katrina (furacão) tinha acontecido há apenas seis meses. Todo o lucro, não apenas uma parte, mas todo o lucro irá para a construção desse projeto

Que traços de sua personalidade acha que herdou de seus pais?
Ambos são muito fortes. O humor da parte dele, sem dúvida. O senso comum e a força da parte dela. Não quero dizer que ele não os tivesse, estou apenas dizendo que ela pensa em tudo.

Descreva-nos um dia típico em Graceland quando você estava com seu pai.
Eu entrava no horário dele. Ele era da noite, por isso, eu dormia de dia e ficava acordada a noite toda. E às vezes acordava muito antes dele e eu e os meus amigos fazíamos uma grande festa. Ninguém tomava conta de nós, correndo, guiando os carrinhos de golfe. Coisas de crianças.

Que canção do seu pai você ouve quando precisa desabafar?
Não há nenhuma específica e não acontece muitas vezes. Tenho tendência a ouvir material dos anos 70, por que foi nessa época que eu estive presente.

Recentemente a CNN fez uma pesquisa que revelou que 45% dos americanos de hoje se consideram fãs de Elvis. E há milhares de pessoas indo a Memphis todos os anos para lhe prestar homenagem, mesmo 30 anos depois de sua morte. Você fica preponderante com a popularidade do seu pai?
Não. Fico é mais preocupada com a nova geração, que não tem o hábito de cultivar nossa cultura e tradições de nosso país. Não quero que as pessoas esqueçam o fato de que foi ele que começou tudo. Eu sei que os pais são fãs de Elvis, mas o que pensam os jovens? Que foi a Madonna ou o Jay-Z que começaram a música?

O mundo das celebridades de antigamente em relação ao de hoje, é certamente muito diferente. O que a incomoda mais sobre a cultura das celebridades de hoje?
A moral. As nossas jovens olham para coisas que são realmente más para elas. E nós glorificamos o mau comportamento na imprensa. Quando eu era criança, não via isso. Fosse o que fosse que se fizesse, evitava-se a imprensa, pois não queríamos que vissem os nossos erros. Não fazíamos publicidade disso. As nossas jovens tem problemas com drogas, bulimia, anorexia e mostram partes do corpo para ficarem famosas.

Com exceção do clipe que fez agora, você tem sido relutante em gravar canções do seu pai, preferindo ter sucesso sozinha e escrevendo suas próprias canções. Acha que num álbum futuro poderá incluir alguma canção de Elvis?
Já poderia ter feito a muito tempo. Acho que é necessário eu trilhar meu próprio caminho e não me apoiar nele, coisa que nunca fiz. A única razão pela qual fiz este clipe foi porque eu já tinha gravado dois discos. As pessoas já sabem do que sou capaz de fazer sozinha. Não fiz este clipe por mim, mas sim por uma grande causa. A resposta à sua pergunta será possivelmente um “não”.

Em relação à sua própria carreira, o sobrenome ajuda ou atrapalha?Qualquer nome famoso ajuda uma pessoa a abrir-lhe as portas, mas isso não significa que a pessoa vá ficar dentro da casa depois. Neste momento, fico confusa em ver pessoas ficarem famosas por qualquer coisa. Eu não tento usar isso. Eu sei que as pessoas tentam se destacar. Um nome conhecido costumava a ajudar as pessoas, e se tivessem talento iam longe. Mas hoje em dia, pode-se ir bem longe sem nada.

Quais são os grandes desafios de ter e gerir Graceland?
Graceland é minha. 85% da empresa foi vendida há dois anos, e o dinheiro que recebemos foi para a empresa que criamos. É uma situação muito complicada. Basicamente, todo o dinheiro foi para fazer coisas maiores com o legado, com produtos licenciados e coisas assim. A minha mãe está presente e todos trabalham em conjunto. O programa “American Idol” esteve envolvido. Há a idéia errada de que eu vendi a empresa, o que é ridículo. Na realidade, o dinheiro voltou para a empresa, tornando-a maior.

Acha que Graceland vai permanecer na família?
Sim, todos os que lá estavam antes, continuam lá. A minha mãe está sempre presente nas coisas do dia-a-dia. Está tudo indo muito bem.

Desde que seu pai morreu, há alguma coisa que tenha aprendido com os fãs sobre o seu ele?
Com certeza você é constantemente abordada por pessoas que lhe dizem o quanto ele significou para elas.É verdade. Acontece muito, mas eu sei o que ele era sem os fãs terem que me dizer.
Fonte: www. elvisworld.com.br

domingo, setembro 09, 2007

Entrevista com D. J. Fontana


Por Alexandre Petillo e Marco Bezzi

Ele poderia ter presenciado o exato momento em que Bill Gates criou o sistema operacional Windows. Ou poderia estar ao lado da pessoa que acionou o botão e despejou as bombas atômicas sobre o Japão. E ainda, poderia ter ajudado a criar a penicilina. Na verdade, Dominic Joseph Fontana não apenas presenciou -mas também participou- de um evento tão marcante para humanidade quanto os citados acima: tocou bateria no primeiro disco de Elvis Presley. Aquele, homônimo, de 1956, com a capa preta e letras coloridas, que caiu como uma bomba na cultura ocidental. Mais conhecido como D. J. Fontana, o baterista não participou apenas do primeiro disco do rei do Rock, como de quase tudo que ele gravou nos 14 anos seguintes de sua carreira, além de acompanhar de perto toda a ascensão do ídolo e conseqüentemente da "elvismania". É de autoria de Fontana, batidas cruas, rápidas e pesadas, que acabaram tornando-se a fundação da maneira de se tocar bateria no rock. Marteladas demolidoras como em "Hound Dog", "Blue Suede Shoes" e "Jailhouse Rock" ou minimalista, como em "Heartbreak Hotel". Ao lado de Bill Black (baixo) e Scotty Moore (guitarra), Fontana fez parte da banda original de Elvis, que o acompanhou em seus primeiros discos e em suas primeiras turnês. Hoje, Fontana faz alguns shows pelos EUA, utilizando-se do nome que ganhou junto aos fãs do Elvis. Recentemente, tocou no disco solo do Ronnie Wood, guitarrista dos Rolling Stones. Assim como aquele tio distante, que você pouco encontra, não precisa muito para que Fontana desfile histórias de sua vida quando jovem -ainda mais quando esse período foi totalmente ao lado de um dos maiores mitos da história.


O que mudou na música desde que Elvis morreu?

D.J. Fontana: Muita coisa mudou desde 1977. Mas ainda existem muitos jovens que começam a se interessar por Elvis. E isso é genial. Como da velha guarda, poderia posar aqui de saudosista e dizer que naquela época era melhor e coisa e tal. Existem muitas bandas boas por aí. Eu não ouço, mas reconheço coisas boas. Mas sim, naquela época o rock era mais feito com o coração. Existiam as preocupações em vender, claro, mas ficava restrito apenas entre os chefes das gravadoras. Lembro de que quando Elvis foi contratado pela RCA, boatos de que alguns chefões estavam com a corda no pescoço caso ele fosse um fracasso, surgiram. Mas ninguém confirmava. Esse tipo de coisa ficava apenas entre escritórios.


O que seria do rock sem Elvis?

D. J. Fontana: Possivelmente, uma moda passageira. Elvis pode não ter sido o artista mais criativo de sua geração, mas foi o catalisador fundamental para que o rock deixasse o gueto e invadisse todos os lugares. Sem Elvis, Chuck Berry e Little Richards não agüentariam tudo sozinhos. Elvis mudou mais do que a música, mudou o comportamento e o modo de agir e pensar de toda uma geração. E isso não se consegue apenas com boas canções, sim com algo a mais.


Quando o sr. viu Elvis pela primeira vez?

D. J. Fontana: Eu encontrei Elvis pela primeira vez no começo de 1954, no Lousianna Hayride, que era ao mesmo tempo um programa de rádio e um lugar para shows. Era um dos programas mais ouvidos dos EUA. Elvis, Scotty Moore (guitarrista) e Bill Black (baixista) tinham uma apresentação e precisavam de um baterista e eu estava por lá. Dei a sorte de ser o cara certo na hora certa. Elvis era daquele tipo de pessoa cheia de energia nervosa. Era um cara superativo. Sempre pulando de um lado para o outro ou fazendo alguma coisa. Ele nunca se cansava, mas quando isso acontecia, dormia doze ou treze horas seguidas. Nós íamos para o show dentro de um carro, apenas nós quatro. Nunca conseguíamos chegar a tempo das apresentações, porque não conseguíamos dirigir 100 km sem que Elvis não nos fizesse parar para comprar bombinhas e fogos de artifício. Eu dizia: "Já temos uma sacola cheia" e ele respondia: "Cara, nós podemos precisar de mais". Ele parava e comprava fogos de artifício apenas para ter o que fazer.


Como eram as gravações e os shows com Elvis, naquela época?

D. J. Fontana: As gravações eram bem engraçadas. Ele era fácil de se trabalhar e sabia muito bem o que queria ouvir em uma música. Era incrível, ele sempre dava o melhor de si, não importa em que situação fosse. Os shows no começo eram esquisitos, porque não tinham muitas pessoas. Mas com o tempo, cada platéia era maior e mais selvagem. Algumas bem selvagens, de invadir o palco e causar quebras enormes. Alguns lugares chegaram a recusar nossos shows com medo de acabar destruído. Nós nos divertimos muito nessa época. Teve um show, no Canadá em 57, eu acho, que foi bem maluco. Os estádios de futebol (americano) são enormes. Os fãs não conseguiam nos ouvir e muito menos nos ver. Aí uma multidão começou a querer se aproximar do palco para nos ouvir. Tinha uns tapumes, para que as pessoas ficassem sentadas. Os donos do estádio entraram em pânico, diziam: "Deus, eles vão destruir todo o campo". Como se aquelas enormes jogadores não fizessem isso regularmente. Mas o que você pode fazer contra 20 mil pessoas? Matá-las? Você não pode fazer isso. Então Elvis cantou algumas músicas e disse: "Nós gostaríamos que vocês voltassem para os seus lugares". E o público voltou, calmamente. Mas na última música eles avançaram de novo e Elvis saiu do palco, deixando a gente ali com as 20 mil pessoas. O palco foi invadido e destruído, mas nós conseguimos salvar boa parte do equipamento antes. Na saída, uns garotos ameaçaram virar o nosso carro. Gritamos que Elvis não estava com a gente, dentro do carro, e nos deixaram ir. Foi assustador. As turnês eram quase como todas as outras. Íamos para uma cidade, entrava no hotel, tomava banho e já íamos para o lugar do show. Depois dos shows, entrávamos nos carros e já dirigíamos para a próxima cidade. Nunca parávamos nem para ler os jornais, ou ouvir rádio. Dirigíamos a noite toda e dormíamos de dia. Tudo que sabíamos era dirigir. Foi por isso, também, que demoramos um pouco para ter noção do tamanho que a fama de Elvis tinha ganhado.


O que você lembra da primeira gravação com Elvis?

D. J. Fontana: A primeira gravação que tive com Elvis e o resto do grupo foi o momento mais tenso e nervoso da minha vida. Cheguei primeiro que todo mundo e fiquei sentado na bateria, concentrado. Sabia que não podia errar, existiam muitos bateristas tão bons quanto eu. Dentro de mim sabia que dali ia sair alguma coisa grande, não podia deixar de ser parte daquilo. Lembro muito bem do eco que tinha no estúdio. Mas era muito bom, dava uma atmosfera mais crua às músicas. Quando gravamos na RCA, tentaram captar o mesmo tipo de eco que tinha no disco da Sun Records. Espalharam microfones por todos os lados, mas não foi a mesma coisa.


Como era a relação de Elvis com seu empresário, o Coronel Tom Parker? Era verdade que o Coronel era um sanguessuga?

D. J. Fontana: Só posso dizer da época em que vivi bem ao lado dos dois, ou seja, no começo. Bem, o Coronel trabalhava e vivia para o Elvis, ponto. Ele costumava acordar as 5h, quando geralmente estávamos indo dormir, e não dormia enquanto o último ingresso não tivesse sido contado, ou a última foto vendida. Ele não deixava nenhum promotor ir embora enquanto este não vendesse todos os ingressos que estivesse em suas mãos. No entanto, ele não se importava com ninguém mais. Vinte e quatro horas por dia ele só tinha um pensamento: Elvis. Era o garoto dele.


Por que a banda original de Elvis se separou? Por que Bill Black e Scotty Moore saíram e você continuou?

D. J. Fontana: Mais ou menos no fim de 57, Elvis já era um sucesso enorme em todo o país. Vendendo muitos discos, fazendo muitos shows... Scotty e Bill quiseram ganhar mais também. O que a gente ganhava, na época, eram US$ 200 por semana e as despesas com comida e coisas desse tipo eram por nossa conta. Os dois tinham dívidas... Na verdade, eles queriam um pouco mais de reconhecimento. Escreveram uma carta para Elvis contando a situação. Pediram para eu assinar e eu não quis, achei que estava sendo tratado bem. Eles até que entenderam. Elvis recebeu a carta e conversou com o Coronel. Tentaram uma negociação, mas não chegaram a um acordo. Nesse meio tempo, os dois foram aos jornais e contaram a história. Elvis se sentiu traído, e eles acabaram demitidos de vez.


Quanto você continuou ganhando?

D. J. Fontana: Tínhamos um salário. Ganhava US$ 200 por semana, quando estávamos em turnê. Fora de turnê, ganhava US$ 100 por semana.


O que o sr. acha da volta da "Elvismania" graças ao comercial da Nike?

D. J. Fontana: Fantástico. Pode falarem o que quiserem, mas a música fez com que muita gente nova começasse a se interessar por Elvis. É um veículo muito bom para mostrar a música do Elvis para as novas gerações. Já se passaram 25 anos e Elvis ainda é o número 01.


Por que os músicos que tocaram com o Elvis não conseguiram nunca mais sair da sua sombra e fazer trabalhos autorais?

D. J. Fontana: É difícil esquecer quando se trabalhou com um dos maiores mitos da história da humanidade. O impacto que a convivência com uma pessoa como Elvis causa em você é enorme. Ainda sinto prazer em viver como se fosse naquela época. Acho que cumpri minha função perfeitamente. Se Elvis ainda causa fanatismo em pessoas que nasceram depois que ele morreu, imagina em quem conviveu com ele. Mas tudo bem, é um bom trabalho. Já estou nisso há 40 anos. Em qualquer outro tipo de trabalho, já teriam me despedido com 20 anos de casa.


O que o sr. tem feito ultimamente?

D. J. Fontana: Eu acabei de finalizar meu primeiro livro. Chega as livrarias agora em meados de agosto. Chama-se "The Beat Behind the King" ("A Batida por Trás do Rei", numa tradução literal). É o meu primeiro relato de memórias, contendo os 14 anos que eu passei com Elvis. Os discos, filmes, o especial de TV de 68 -aquele onde ele está todo de preto- e todas as aparições em programas diversos. Também tem cerca de 50 fotos, algumas nunca vistas por ninguém. Como um presente para os fãs, o livro também traz um CD grátis comigo contando histórias sobre Elvis. Além disso, vez por outra eu faço alguns shows aqui nos EUA.


Que tipo de música o sr. tem escutado ultimamente?

D. J. Fontana: Eu gosto muito de country, mas o country de raiz, não essas porcarias que tocam nas rádios comerciais. Ouço muita velharia também. Ainda gosto dos discos dos anos 50.


Em algumas gravações dos anos 60, Elvis usava dois bateristas, o sr. e mais alguém. Por que isso?

D. J. Fontana: Esse foi um período triste. Um cara apenas não conseguiria tocar todo o lixo que queriam que a gente gravasse. Naquelas músicas havaianas, por exemplo, tinha bongô, congo, isso e aquilo. Por isso que contratavam outros bateristas.


Naquele especial de 68, onde ele voltou a tocar com sua banda original, esse conceito partiu do próprio Elvis? Foi ele mesmo que te chamou?

D. J. Fontana: Não, ele não me chamou, como não chamou ninguém pessoalmente. Depois que eu parei de tocar com ele, só falei uma vez ao telefone com ele. Elvis sempre tinha pessoas que faziam tudo por ele. Mas a idéia de reunir o pessoal partiu de Elvis, sim. Ele só não fez as ligações.


E a última vez que o sr. o viu?

D. J. Fontana: Acho que foi em 69 ou 70. Fui a Graceland falar com ele.


Publicado originalmente no site da Brasil On Line (BOL)

segunda-feira, maio 14, 2007

Entrevista com o maestro Joe Guercio,


Trechos da entrevista do maestro Joe Guercio

Joe Guercio já era um veterano no negócio da música quando aceitou o papel de Diretor Musical de Elvis no verão de 1970. Nascido em Buffalo, New York, em julho de 1928, ele acompanhou Patti Page por vários anos e também trabalhou com Steve Lawrence & Eydie Gorme, Barbra Streisand, Diana Ross e Gladys Knight. Ele juntou-se a Elvis para sua terceira temporada em Lãs Vegas em agosto de 1970, e permaneceu com ele até sua morte, sete anos mais tarde.
Graças a moderna tecnologia, Joe está trabalhando agora com o Rei novamente, conduzindo a orquestra nas apresentações do espetáculo “Elvis – The Concert”. O rei cantando numa tela de vídeo gigante, acompanhado pelos principais membros de sua banda de excursões dos anos 70. Essa entrevista foi dada numa dessas viagens do show pela Europa em março de 2000. Joe falou de suas lembranças com Elvis e o sucesso do show virtual.
Como é sentir-se no palco agora com Elvis num telão, quando uma vez você o fez com ele em pessoa?
É tão real hoje, por que a energia é simplesmente a mesma. É o grupo de pessoas original, então o nível de energia é o mesmo. Isso é o que faz o show funcionar.
Originalmente você se juntou a Elvis no verão de 1970. Como você conseguiu o trabalho?
Consegui o trabalho porque ele fizera shows no International Hotel antes, e ele não estava contente com a montagem. Tornei-me Diretor Musical do International, então foi como consegui o trabalho. Eu tinha um bocado de experiência porque me mudei pra lá de New York. Quando, originalmente me ofereceram o serviço no International, eu recusei, porque eu não queria ficar fixo lá, você sabe. Eu ainda mantinha alguns de meus clientes, como Eyde Gorme, Steve Lawrence, Diahann Carrol e Florence Henderson, então eu quis estar apto a continuar trabalhando com eles. O pessoal do International não queria isso, então eu não peguei o trabalho naquela ocasião. Então continuei o que estava fazendo, mas eles ligaram e me pediram para vir, porque estavam tendo problemas. Foi quando me tornei Diretor Musical no hotel, e pouco depois disso, Elvis estava escalado para estrear, cerca de um mês mais tarde. Tom Diskin tinha feito um monte de lição de casa sobre mim, ele estudou todo o meu currículo – com quem eu trabalhara, os shows da Broadway, os programas de TV e por aí em diante – e então eles me colocaram dentro para fazer o primeiro trabalho de Elvis. Desse dia em diante, do primeiro dia, tornou-se um casamento. Devo dizer que, antes daquele primeiro dia, eu nunca fora fã de Elvis. Minha esposa o adorava, mas eu estava dentro de outro mundo – música acústica, melodias de espetáculos, etc. Mas desde o momento em que dissemos “olá”, o carisma simplesmente emanou dele. Ele estava usando uma grande orquestra e era um Elvis Presley totalmente diferente.
Quais foram suas primeiras impressões dele como cantor?
Fui nocauteado. Quer dizer, Elvis Presley – nós estávamos maravilhados. Elvis era diferente de todos os outros astros com quem eu trabalhara. Costumávamos dizer que, com Elvis, não era um show, era um “happening”. Não importa qual astro você mencione – não importa o quanto seja grande – eles não são o que ele era, e não sei se acontecerá novamente. Sim, é triste que ele tenha morrido, mas há pessoas que não podem ficar velhas: Marilyn Monroe é uma delas. Jimmy Dean é outro e então há Elvis Presley. Essas pessoas não podem ficar velhas. Essa é a razão de podermos levar este show pelo mundo inteiro hoje, porque ele era um artista dinâmico e nunca envelhecerá.
Ele era fácil de se trabalhar?
Nunca realmente tivemos um problema sequer.
Você o via muito socialmente?
Já em cima na suíte e coisa do tipo – tinha muito disso. Nunca era um-a-um, você sabe. Sempre era como se fossemos um grupo. Devo dizer que ele tinha muito respeito pelas pessoas que ficavam no palco com ele. Era um tipo diferente de respeito em relação ao que ele tinha pelo seu grupo imediato.
Conte-me sobre o tema “2001 – Also Sprach Zarathustra”. Como isso foi incorporado?
Te contarei exatamente como isso aconteceu, não importa o que todos andam dizendo por aí. Tenho lido o livro de todo mundo e quatro dos cinco caras são responsáveis de acordo com os livros. Mas nós estávamos no International, isto foi na segunda vez lá, e tínhamos feito nosso primeiro dia de ensaio. No segundo dia ia ser com a orquestra, e no terceiro dia seria a noite de estréia. Bem, minha esposa e eu fomos assistir o filme “2001 – Uma Odisséia no Espaço”. Eu nunca assistira antes, mas ela já. Ele foi exibido novamente e fomo vê-lo. Estávamos sentados lá assistindo o filme, e repentinamente, esta coisa de Richard Strauss surge. Minha esposa diz pra mim: “Você não tem a impressão de que Elvis Presley está para entrar?” Eu disse: “Que idéia sensacional”. Então voltamos ao International e todos acharam que era uma ótima idéia. Mas no princípio iam tocá-lo de um disco. Eu disse: “Não, vamos fazer uma orquestração”. Assim a fizemos, a tínhamos no palco no dia seguinte, e assim foi. Cerca de três anos mais tarde eu tentei mudá-la para a versão de Deodato, mas Elvis odiou. Nós a fizemos numa noite, no segundo show, mas depois disso ela se foi e nós voltamos ao modo original.
Houve vezes em que ele teve de tocá-la de novo durante o show?
As primeiras vezes, yeah...Ele dizia: “Vamos ouvir isso novamente”, porque ele gostava muito dela.
Quando ele decidia mudar seu repertório, você era avisado e consultado sobre isso?
Ninguém era realmente consultado sobre isso. Um punhado de novos arranjos entrariam e era isso. Ele ouvia os discos das outras pessoas e decidia que queria fazê-los, você sabe. Todos tínhamos uma opinião. Glen Hardin estava muito envolvido com isso – Glen escreveu um monte de arranjos e ganhou muito crédito por um monte de coisas que fez. Um monte das coisas de instrumentos de sopro eram minhas, mas um monte das coisas de instrumentos de cordas eram de Glen Hardin. Seu arranjo de “American Trilogy” é simplesmente fantástico. Mas voltando a questão: se Elvis quisesse fazer coisas, nós a faríamos. Uma lista viria, eu a fixaria e nós trabalharíamos nela para o show. Havia uma canção que eu sempre quis que ele cantasse e nunca pude obrigá-lo a fazê-la. Acho que ele podia ter feito um ótimo trabalho em “Don´t Let The Sun Go Down On me”, do Elton John. Sempre quis ouvi-lo isso, porque, se ele podia cantar “You´ve lost that lovin´ fellin”, ele poderia ter se apossado disso para sempre.
Então aqueles três músicos seriam acrescidos por outros?
Eu pegava outros caras de Vegas comigo. Eles não eram todos da banda da casa do Hilton, e eu conseguia alguns de Los Angeles e alguns de Vegas – todos caras com quem eu trabalhava, por que eu ainda estava fazendo outro trabalho em Los Angeles, como comerciais e coisas, então eu conhecia um monte de músicos. Basicamente, eu levava meus amigos comigo.
Elvis tocou em Lake Tahoe diversas vezes e você dirigiu a Al Tronti Orchestra...
Sim. Al já faleceu. Se você tiver assistido ao filme “O poderoso Chefão”, a banda no casamento ao ar livre – era a de Al Tronti. Ele tinha a banda da casa em tahoe e eu os dirigia quando Elvis tocava lá, mas eu ainda levava alguns de meus músicos comigo.
Ele era um performer dinâmico durante aqueles primeiros anos em Vegas, mas enquanto o tempo avançava tornou-se consideravelmente mais lento...
Você acha isso? Seus movimentos realmente não mudaram tanto. Ele ainda fazia “Suspicious Minds”... ele não pulava tão alto, mas, quando subia no palco, ele era sempre simplesmente mágico – ele era Elvis Presley. Obviamente estávamos cientes de que havia algo errado com sua saúde, mas de um ponto de vista profissional ele ainda tinha tudo, não importa o quê. Eram essencialmente os fãs que faziam funcionar – ainda estava acontecendo para as pessoas lá fora na audiência. Se não tivesse funcionado nesse nível, nós não estávamos tendo essa conversa agora. Este show que está excursionando agora é único do gênero. As pessoas perguntam se este tipo de show poderia ser feito com algum outro artista. Não, não poderia. As pessoas dizem: poderia ser feito com Frank Sinatra? Eu adoro Sinatra, mas não acho que funcionaria. Este show funciona por causa de todos sobre aquele palco. Elvis fez de nós, todos personalidades.
O que você vê como sendo os destaques do Elvis The Concert?
O final de “Just Pretend”, quando ele vira sua cabeça para trás... Toda noite eu assisto isso e sorrio. Essa é a ótima coisa sobre fazer este show – finalmente consigo vê-lo de frente! Eu nunca via-o de frente. Outra parte que realmente gosto é quando os Stamps fazem “Sweet, Sweet Spirit” e você vê a reação de Elvis a isso na tela. Esse é um momento mágico.
Quando o show foi pela primeira vez apresentado em Memphis em 97, havia alguma idéia naquela época de que ele excursionaria?
Não, não a princípio. Mas Randy Johnson e Stig Edgren tinham pensado que poderia acontecer, e o pessoal de Graceland pensava que poderia acontecer. Agora o temos levado para o mundo inteiro e está ficando melhor, está realmente se prolongando. Uma vez que as pessoas entendam o que este show é – nós as capturamos. Não é um imitador, é Elvis Presley com o elenco original, aqueles que fizeram os anos setenta acontecerem, os quais para mim foram os melhores anos de Elvis Presley.
A morte de Elvis chegou como uma total surpresa para você?
Sim, chegou.
Você não a viu chegando?
Não. Ele tinha umas poucas pessoas em volta dele que estavam realmente tentando ajudá-lo, e todos nós pensávamos que ele escaparia.
Fonte: http://groups.msn.com/ForElvisBrazilianFansOnly
Fonte original: site elvis world

domingo, maio 06, 2007

Entrevista com Joseph A. Tunzi


Joseph A. Tunzi é profundo conhecedor e pesquisador da música e vida de Elvis Presley. Renomada autoridade da obra gravada do cantor, os três volumes de sua "sessionografia" Sessions I, II e III estão entre os mais respeitáveis e recomendados livros pelos estudiosos do legado musical de Elvis Presley.
Também é autor de vários livros de fotos bem como DVDs , entre eles Hot Shots And Cool Clips que inclui filmagens raras.
Tivemos o prazer de conduzir esta entrevista com o Sr. Tunzi, onde ele partilhou informações muito interessantes sobre canções e filmagens inéditas, rumores, a busca sem fim por qualquer pedaço inédito de Elvis e o que o futuro guarda para nós. Esperamos que gostem.
I-Canções Inéditas, soundboards, ensaios e os "rumores"
ECB: Joseph, existem vários soundboards da turne de Elvis em Junho de 1975 e muito provavelmente, todos os shows desta turnê foram gravados. Entretanto, nenhum soundboard da turne seguinte, Julho, foi até agora lançado. Não parece estranho que uma vez que todos os shows da turnê anterior foram gravados, que o mesmo aconteria com a turnê de Julho? Estariam esses soundboards na mão de colecionadores particulares que não se interessam em partilhar informações?
Joseph Tunzi: Sim, seria estranho, uma vez que os shows de Junho foram gravados, porque não os de Julho? Mas não é impossível que isso tenha acontecido e várias razões são possíveis. Acredito entretanto, que esses shows foram sim gravados e obtive informações, em mais de uma ocasião e de fontes confiáveis, de que estes shows foram realmente gravados.ECB: Você menciona o show de Ashville 1975 como um soundboard incompleto no livro Sessions III. Este soundboard estaria com colecionadores particulares? Qual seria a qualidade sonora deste tape?
Joseph Tunzi: Asheville 75 seria considerado incompleto e acredito que esteja com colecionadores particulares.
ECB: Você acha que devemos, de certa forma, desistir de um dia encontrar o soundboard de Pittsburgh 1976?
Joseph Tunzi: Não acho que devamos desistir do soundboard de Pittsburgh de maneira alguma. Não até que todos os soundboards sejam catalogados. As pessoas devem ter em mente que muitas pessoas ficavam com esses tapes dos shows. Uma noite era o engenheiro, na outra Felton Jarvis, as vezes algum fã sortudo e outras pessoas em ocasiões diversas.
ECB: Você acredita que talvez existam cópias de segurança dos tapes das sessões de estúdio da década de 50, cujos masters originais foram destruídos? Poderiam esses tapes estarem em coleções particulares?
Joseph Tunzi: Não acredito que existam cópias de segurança dessas sessões. Podemos ficar imaginando o que aconteceu com esses tapes, mas infelizmente e muito provavelmente, eles foram destruídos ou jogados fora quando a RCA fez uma "limpeza" em seus arquivos.
ECB: E sobre a comentada canção Uncle Pen, supostamente do período Sun?
Joseph Tunzi: Ele talvez a tenha cantado ao vivo, mas não acredito que ela tenha existido, em qualquer formato.
ECB: Elvis fez muitas perfomances que foram transmitidas pelo rádio na década de 50. Você acredita que talvez algumas dessas transmissões tenham sido gravadas em acetatos e estejam nos arquivos dessas estações de rádio, sem que seus administradores tenham conhecimento?
Joseph Tunzi: Éssa é uma excelente pergunta, porque se existem chances de encontrarmos mais gravações da década de 50, ela pode estar nos antigos arquivos dessa estações de rádio. Ou com algum dos antigos diretores de programação que trabalharam lá. Isso exigiria uma tediosa pesquisa.
ECB: Na seção de "Rumores" de seu livro Sessions III, você afirma que: " Existem rumores de que uma balada previamente desconhecida, dos anos 60 ou 70 foi localizada. Essa gravação pode ser caseira." Alguma informação adicional apareceu após a publicação do seu livro?
Joseph Tunzi: Essa gravação e a informação que mais tarde obtivemos, revelou-se ser uma das canções caseiras que haviamos listado. É uma gravação de melhor qualidade de Let Me Be The One. Foi com certeza absoluta gravada e é excelente.
ECB: Durante as sessões no estúdio Stax, em 1973, Elvis tentou várias vezes a canção "We Had It All". Supostamente após várias tentativas, Presley desistiu dizendo que não conseguiria melhorar a canção. Ersnt afirma que possui todos os tapes da sessão e neles não ha esta canção. Entretanto, ele descreve o diálogo de Elvis no seu livro A Life In Music. Você acredita que podemos assumir que em algum momento, essa performance foi ouvida por Ernst?
Joseph Tunzi: Não posso falar por Ernst, ele nos leva a acreditar nisso em seu comentário, mas ele está tentando contar uma história, então o que mais ele pode fazer? Se ele tivesse essa canção, acho que ele ja a teria usado.
ECB: Você também comenta em seu livro que " Mais do que um rumor, embora não listada na seção principal, é o tape contendo uma "Jam Session" com Elvis e Tom Jones. É provável que tenha sido gravada em Los Angeles e inclui a canção "With These Hands". Poderia nos dar mais alguma informação a respeito desta gravação?
Joseph Tunzi: De acordo com o fotógrafo Peter Borsari, ele lembra-se de Elvis e Tom Jones cantando "With These Hands" juntos. Tom Jones admite que essa jam session dele com Elvis foi filmado ou por Priscilla ou por Joe Esposito. Mas Priscilla não consegue encontrar o filme.
ECB: O eterno debate sobre "Feelings": É seguro dizer que Elvis tentou a canção várias vezes durante as sessões em Graceland. Entretanto, a canção nunca foi ouvida. Em 2004 , enquanto fazia apresentações no Brasil, Morris Albert ( o compositor da canção) divulgou em diversos canais da imprensa que a RCA/BMG lhe contactou para resolver questões legais pertinentes ao lançamento da canção na voz de Elvis. Você acredita que Morris fez isso apenas por autopromoção? E se a canção existe, poderia ela estar nos microcassetes de David Briggs? (Luiz Henrique Costa Gonçalves)
Joseph Tunzi: Se Fellings existe e a RCA/BMG contactou Morris Albert, os fios estão cruzados em algum lugar... Fellings foi ensaiada em 8 de Fevereiro e talvez esteja nos microcassetes de David Briggs, mas muito provavelmente não foi gravada profissionalmente. Pode também ter sido apagada, assim como America, The Beautiful.
ECB: Na página 554 do livro Sessions III existe uma cópia do que parece ser uma lista com vários tapes com material entre 1971 a 1977 e entre eles um ensaio de 16/05/1974, no estúdio da RCA. Seria essa lista um documento do que existe nos arquivos da RCA?
Joseph Tunzi: Este documento vem de Joan Deary ( Nota: executiva da RCA na época, já falecida). O ensaio é de 16/08/1974 e todos os tapes estão de posse da RCA.
ECB: Você poderia nos dar mais informações a respeito das canções "Stormy Monday Blues", "Out Left In The Field" e "It Will Be Me", supostamente do final de 1976?
Joseph Tunzi: Isso é interessante e através de mais pesquisas desde Sessions III, acredito que Elvis se interessou realmente em gravar essas canções durante as sessões de Fevereiro em Graceland. Em 1976, documentos da RCA mostravam que estas canções estariam em seu novo álbum. Estes são três das dez canções que eu lembro, as outras quatro ou cinco não me eram familiares e algumas foram obviamente gravadas, mas o mistério está se resolvendo.
ECB: Você acredita que exista ou tenha existido,alguma tape documentando a jam session dos Beatles com Elvis? (Evandro Posser)
Joseph Tunzi: Nenhum tape com gravações dos Beatles com Elvis existe. É um fato que ambos os empresários concordaram em não permitir nenhum tipo de gravação ou fotos.
ECB: Você publicou uma lista muito interessante de tapes contendo ensaios no livro Sessions III. Como você conseguiu esta informação e alguma informação adicional desses tapes apareceu após a publicação do livro?
Joseph Tunzi: Esta informação provém de várias fontes, mas a principal advém da coleção do Coronel Parker, que agora está de posse da EPE.
ECB: Você já ouviu algum desses tapes e se sim, qual lhe chamou mais atenção? A BMG estaria de posse de algum desses tapes? (Renan Ruiz)
Joseph Tunzi: Alguns desses tapes estão com colecionadores particulares. Isso é o que essas pessoas me falaram e não acho que estariam mentindo.
ECB: Durante as filmagems de G.I. Blues, o presidente do Brasil teria conhecido Elvis nos bastidores. Tentamos localizar informações sobre esse encontro em nossa imprensa local, mas tudo o que foi publicado é muito obscuro e sem provas documentais. Você se deparou com alguma informação ou documentação desse possível encontro?
Joseph Tunzi: Não, mas diria que pode ser verdade. O melhor a fazer seria entrar em contato com a EPE a respeito deste assunto. Eles possuem várias fotografias de Elvis nos sets de G.I. Blues com várias celebridades.
ECB: Você acredita que existam fotos das sessões de estúdio em 1973 e Graceland em 1976?
Joseph Tunzi: Sim, existem fotos da sessão de Fevereiro de 1976, incluido a montagem do estúdio na "Jungle Room". O problema é que a pessoa que possui essas fotos não irá, por motivo nenhum, ceder esstas fotos. Elvis disse a ele pessoalmente: " Você pode tirar algumas fotos, mas não deve nunca publica-las. Você tem que me dar sua palavra". Isso é o que essa pessoa me falou...ele irá honrar o desejo de Elvis...E acredite, eu tentei.
ECB: A julgar pelo que você sabe estar na mão de colecionadores e nos arquivos da BMG/SONY, voce acredita que ainda exista material capaz de supreender os fãs, seja filmagens, fotos ou audio?
Joseph Tunzi: Certamente! Existem muitos outtakes de "Elvis On Tour", fotos da sessão de gravação em Graceland, SACD ( SUPER AUDIO CD) do show da noite no Madison Square Garden...
II-Filmes Caseiros e Filmagens Profissionais e Amadoras.
ECB: Você acredita que talvez algumas emissoras de TV possuam filmagens profissionais de alguns concertos de Elvis na década de 70?
Joseph Tunzi: Com certeza. Usaremos algumas dessas filmagens no DVD Hot Shots And Cool Clips Vol 2.
ECB: O recente material pertinente ao filme "Thats The Way It Is" que vazou recentemente, traz uma performance incompleta de "The Next Step Is Love". que não estava listada no Sessions III. Você acredita que a filmagem completa esteja nos arquivos da Turner?( Fernando Souza)
Joseph Tunzi: Na verdade fiquei surpreso por esse pedaço existir, mas não posso acrescentar mais do que isso.
ECB: Temos disponível uma razoável quantidade de filmagens caseiras em 8mm dos anos 60 e alguma quantidade dos anos 50, mas nada da década de 70. Você acredita que existam mais filmagens caseiras das quais não temos ciência? Não parece ser um exagero imaginar que Joe Esposito ou algum outro membro da "máfia" continuasse a fazer essas filmagens, especialmente em festividades como Natal, aniversários, etc.
Joseph Tunzi: Filmes caseiros da década de 70 são poucos e escassos e francamente acho que Elvis mantinha a guarda para que elas não fossem feitas.
ECB: Em alguns dos filmes caseiros da década de 60, podemos ver Priscilla segurando outra câmera 8mm. Podemos supor, portanto, que existam mais filmagens caseiras deste período, que ainda não apareceram?
Joseph Tunzi: Posso lhe dizer que uma grande quantidade de filmagens 8mm existe, algumas espantosas para os fãs.
ECB: E sobre o filme The Pied Piper Of Cleveland? Esse deve ser provavelmente o material mais elusivo da biografia de Presley.
Joseph Tunzi: As filmagens de The Pied Piper Of Cleveland são o santo Graal do Rock ´n´Roll. Muitos pesquisadores não obtiveram sucesso em sua busca, mas novas evidências nos dão esperanças...Talvez algum dia.
ECB: Only You? Ela foi realmente gravada durante uma de suas apresentações no Hayride? ( Ana Clara Camargo)
Joseph Tunzi: Listei “Only You” pelo fato de Elvis a ter cantado durante alguns de seus shows no Hayride e embora nunca tenha afirmado que ela foi gravada, as chances de que tenha sido não podem ser ignoradas. Com alguma sorte, ela pode um dia aparecer. Sabemos quando e onde ele a cantou e em algum lugar deve existir um tape contendo essa performance.
III-Elvis Starring In Oklahoma, Hot Shots And Cool Clips Vol 2, E Projetos Futuros
ECB: Joseph, você poderia nos falar um pouco mais sobre seu último projeto, o livro Starring In Oklahoma? O que podemos esperar dele?
Joseph Tunzi: Elvis Starring in Oklahoma é um livro que leva você a primeira fila do show de abertura de sua nova turnê em Oklahoma City, Oklahoma. O livro terá mais de 90 fotos nunca antes publicadas do premiado fotógrafo George Wilson. Acredito que irá agradar muito aos fãs. (ECB: Para adquirir o livro, basta acessar o website da JAT Publishing www.jatpublishing.com.
Nesta postagem foi esquecida a fonte, que corrigimos agora:
Fonte:http://www.elvisbrasil.com

quarta-feira, maio 02, 2007

Homem: o sexo frágil

Adalberto Andrade - Escritor
30-04-2007 12:08
É preciso acreditar num sonho. Em 1969, quando John Lennon decretou o fim do The Beatles – o mais popular grupo de rock de todos os tempos-, o líder da famosa banda inglesa da pequena Liverpool, chocou seus milhares de fãs em todo o mundo com a famosa frase: “O sonho acabou”. Mas quem encantou a todos com sua voz, letras e canções, também nunca deixou de sonhar. Em certa ocasião confessou em uma entrevista que gostaria de ter feito duas coisas na vida: “Escrito Alice no País das Maravilhas e ter sido maior que Elvis Presley”.
Fonte:http://www.cinform.com.br

sexta-feira, abril 13, 2007

Joseph A. Tunzi-conhecedor e pesquisador da música e vida de Elvis Presley.

Joseph A. Tunzi é profundo conhecedor e pesquisador da música e vida de Elvis Presley. Renomada autoridade da obra gravada do cantor, os três volumes de sua "sessionografia" Sessions I, II e III estão entre os mais respeitáveis e recomendados livros pelos estudiosos do legado musical de Elvis Presley.

Também é autor de vários livros de fotos bem como DVDs , entre eles Hot Shots And Cool Clips que inclui filmagens raras.

Tivemos o prazer de conduzir esta entrevista com o Sr. Tunzi, onde ele partilhou informações muito interessantes sobre canções e filmagens inéditas, rumores, a busca sem fim por qualquer pedaço inédito de Elvis e o que o futuro guarda para nós. Esperamos que gostem.

I-Canções Inéditas, soundboards, ensaios e os "rumores"

ECB: Joseph, existem vários soundboards da turne de Elvis em Junho de 1975 e muito provavelmente, todos os shows desta turnê foram gravados. Entretanto, nenhum soundboard da turne seguinte, Julho, foi até agora lançado. Não parece estranho que uma vez que todos os shows da turnê anterior foram gravados, que o mesmo aconteria com a turnê de Julho? Estariam esses soundboards na mão de colecionadores particulares que não se interessam em partilhar informações?

Joseph Tunzi: Sim, seria estranho, uma vez que os shows de Junho foram gravados, porque não os de Julho? Mas não é impossível que isso tenha acontecido e várias razões são possíveis. Acredito entretanto, que esses shows foram sim gravados e obtive informações, em mais de uma ocasião e de fontes confiáveis, de que estes shows foram realmente gravados.

ECB: Você menciona o show de Ashville 1975 como um soundboard incompleto no livro Sessions III. Este soundboard estaria com colecionadores particulares? Qual seria a qualidade sonora deste tape?
Joseph Tunzi: Asheville 75 seria considerado incompleto e acredito que esteja com colecionadores particulares.

ECB: Você acha que devemos, de certa forma, desistir de um dia encontrar o soundboard de Pittsburgh 1976?
Joseph Tunzi: Não acho que devamos desistir do soundboard de Pittsburgh de maneira alguma. Não até que todos os soundboards sejam catalogados. As pessoas devem ter em mente que muitas pessoas ficavam com esses tapes dos shows. Uma noite era o engenheiro, na outra Felton Jarvis, as vezes algum fã sortudo e outras pessoas em ocasiões diversas.

ECB: Você acredita que talvez existam cópias de segurança dos tapes das sessões de estúdio da década de 50, cujos masters originais foram destruídos? Poderiam esses tapes estarem em coleções particulares?
Joseph Tunzi: Não acredito que existam cópias de segurança dessas sessões. Podemos ficar imaginando o que aconteceu com esses tapes, mas infelizmente e muito provavelmente, eles foram destruídos ou jogados fora quando a RCA fez uma "limpeza" em seus arquivos.
ECB: E sobre a comentada canção Uncle Pen, supostamente do período Sun?
Joseph Tunzi: Ele talvez a tenha cantado ao vivo, mas não acredito que ela tenha existido, em qualquer formato.
ECB: Elvis fez muitas perfomances que foram transmitidas pelo rádio na década de 50. Você acredita que talvez algumas dessas transmissões tenham sido gravadas em acetatos e estejam nos arquivos dessas estações de rádio, sem que seus administradores tenham conhecimento?
Joseph Tunzi: Éssa é uma excelente pergunta, porque se existem chances de encontrarmos mais gravações da década de 50, ela pode estar nos antigos arquivos dessa estações de rádio. Ou com algum dos antigos diretores de programação que trabalharam lá. Isso exigiria uma tediosa pesquisa.

ECB: Na seção de "Rumores" de seu livro Sessions III, você afirma que: " Existem rumores de que uma balada previamente desconhecida, dos anos 60 ou 70 foi localizada. Essa gravação pode ser caseira." Alguma informação adicional apareceu após a publicação do seu livro?
Joseph Tunzi: Essa gravação e a informação que mais tarde obtivemos, revelou-se ser uma das canções caseiras que haviamos listado. É uma gravação de melhor qualidade de Let Me Be The One. Foi com certeza absoluta gravada e é excelente.

Joseph Tunzi´s Sessions III

ECB: Durante as sessões no estúdio Stax, em 1973, Elvis tentou várias vezes a canção "We Had It All". Supostamente após várias tentativas, Presley desistiu dizendo que não conseguiria melhorar a canção. Ersnt afirma que possui todos os tapes da sessão e neles não ha esta canção. Entretanto, ele descreve o diálogo de Elvis no seu livro A Life In Music. Você acredita que podemos assumir que em algum momento, essa performance foi ouvida por Ernst?
Joseph Tunzi: Não posso falar por Ernst, ele nos leva a acreditar nisso em seu comentário, mas ele está tentando contar uma história, então o que mais ele pode fazer? Se ele tivesse essa canção, acho que ele ja a teria usado.

ECB: Você também comenta em seu livro que " Mais do que um rumor, embora não listada na seção principal, é o tape contendo uma "Jam Session" com Elvis e Tom Jones. É provável que tenha sido gravada em Los Angeles e inclui a canção "With These Hands". Poderia nos dar mais alguma informação a respeito desta gravação?

Joseph Tunzi: De acordo com o fotógrafo Peter Borsari, ele lembra-se de Elvis e Tom Jones cantando "With These Hands" juntos. Tom Jones admite que essa jam session dele com Elvis foi filmado ou por Priscilla ou por Joe Esposito. Mas Priscilla não consegue encontrar o filme.
ECB: O eterno debate sobre "Feelings": É seguro dizer que Elvis tentou a canção várias vezes durante as sessões em Graceland. Entretanto, a canção nunca foi ouvida. Em 2004 , enquanto fazia apresentações no Brasil, Morris Albert ( o compositor da canção) divulgou em diversos canais da imprensa que a RCA/BMG lhe contactou para resolver questões legais pertinentes ao lançamento da canção na voz de Elvis. Você acredita que Morris fez isso apenas por autopromoção? E se a canção existe, poderia ela estar nos microcassetes de David Briggs? (Luiz Henrique Costa Gonçalves)
Joseph Tunzi: Se Fellings existe e a RCA/BMG contactou Morris Albert, os fios estão cruzados em algum lugar... Fellings foi ensaiada em 8 de Fevereiro e talvez esteja nos microcassetes de David Briggs, mas muito provavelmente não foi gravada profissionalmente. Pode também ter sido apagada, assim como America, The Beautiful.

ECB: Na página 554 do livro Sessions III existe uma cópia do que parece ser uma lista com vários tapes com material entre 1971 a 1977 e entre eles um ensaio de 16/05/1974, no estúdio da RCA. Seria essa lista um documento do que existe nos arquivos da RCA?

Joseph Tunzi: Este documento vem de Joan Deary ( Nota: executiva da RCA na época, já falecida). O ensaio é de 16/08/1974 e todos os tapes estão de posse da RCA.

CB: Você poderia nos dar mais informações a respeito das canções "Stormy Monday Blues", "Out Left In The Field" e "It Will Be Me", supostamente do final de 1976?

Joseph Tunzi: Isso é interessante e através de mais pesquisas desde Sessions III, acredito que Elvis se interessou realmente em gravar essas canções durante as sessões de Fevereiro em Graceland. Em 1976, documentos da RCA mostravam que estas canções estariam em seu novo álbum. Estes são três das dez canções que eu lembro, as outras quatro ou cinco não me eram familiares e algumas foram obviamente gravadas, mas o mistério está se resolvendo.

ECB: Você acredita que exista ou tenha existido,alguma tape documentando a jam session dos Beatles com Elvis? (Evandro Posser)

Joseph Tunzi: Nenhum tape com gravações dos Beatles com Elvis existe. É um fato que ambos os empresários concordaram em não permitir nenhum tipo de gravação ou fotos.

ECB: Você publicou uma lista muito interessante de tapes contendo ensaios no livro Sessions III. Como você conseguiu esta informação e alguma informação adicional desses tapes apareceu após a publicação do livro?

Joseph Tunzi: Esta informação provém de várias fontes, mas a principal advém da coleção do Coronel Parker, que agora está de posse da EPE.

ECB: Você já ouviu algum desses tapes e se sim, qual lhe chamou mais atenção? A BMG estaria de posse de algum desses tapes? (Renan Ruiz)

Joseph Tunzi: Alguns desses tapes estão com colecionadores particulares. Isso é o que essas pessoas me falaram e não acho que estariam mentindo.

ECB: Durante as filmagems de G.I. Blues, o presidente do Brasil teria conhecido Elvis nos bastidores. Tentamos localizar informações sobre esse encontro em nossa imprensa local, mas tudo o que foi publicado é muito obscuro e sem provas documentais. Você se deparou com alguma informação ou documentação desse possível encontro?

Joseph Tunzi: Não, mas diria que pode ser verdade. O melhor a fazer seria entrar em contato com a EPE a respeito deste assunto. Eles possuem várias fotografias de Elvis nos sets de G.I. Blues com várias celebridades.

ECB: Você acredita que existam fotos das sessões de estúdio em 1973 e Graceland em 1976?

Joseph Tunzi: Sim, existem fotos da sessão de Fevereiro de 1976, incluido a montagem do estúdio na "Jungle Room". O problema é que a pessoa que possui essas fotos não irá, por motivo nenhum, ceder esstas fotos. Elvis disse a ele pessoalmente: " Você pode tirar algumas fotos, mas não deve nunca publica-las. Você tem que me dar sua palavra". Isso é o que essa pessoa me falou...ele irá honrar o desejo de Elvis...E acredite, eu tentei.

ECB: A julgar pelo que você sabe estar na mão de colecionadores e nos arquivos da BMG/SONY, voce acredita que ainda exista material capaz de supreender os fãs, seja filmagens, fotos ou audio?

Joseph Tunzi: Certamente! Existem muitos outtakes de "Elvis On Tour", fotos da sessão de gravação em Graceland, SACD ( SUPER AUDIO CD) do show da noite no Madison Square Garden...

II-Filmes Caseiros e Filmagens Profissionais e Amadoras.

ECB: Você acredita que talvez algumas emissoras de TV possuam filmagens profissionais de alguns concertos de Elvis na década de 70?

Joseph Tunzi: Com certeza. Usaremos algumas dessas filmagens no DVD Hot Shots And Cool Clips Vol 2.

ECB: O recente material pertinente ao filme "Thats The Way It Is" que vazou recentemente, traz uma performance incompleta de "The Next Step Is Love". que não estava listada no Sessions III. Você acredita que a filmagem completa esteja nos arquivos da Turner?( Fernando Souza)

Joseph Tunzi: Na verdade fiquei surpreso por esse pedaço existir, mas não posso acrescentar mais do que isso.


ECB: Temos disponível uma razoável quantidade de filmagens caseiras em 8mm dos anos 60 e alguma quantidade dos anos 50, mas nada da década de 70. Você acredita que existam mais filmagens caseiras das quais não temos ciência? Não parece ser um exagero imaginar que Joe Esposito ou algum outro membro da "máfia" continuasse a fazer essas filmagens, especialmente em festividades como Natal, aniversários, etc.

Joseph Tunzi: Filmes caseiros da década de 70 são poucos e escassos e francamente acho que Elvis mantinha a guarda para que elas não fossem feitas.


ECB: Em alguns dos filmes caseiros da década de 60, podemos ver Priscilla segurando outra câmera 8mm. Podemos supor, portanto, que existam mais filmagens caseiras deste período, que ainda não apareceram?

Joseph Tunzi: Posso lhe dizer que uma grande quantidade de filmagens 8mm existe, algumas espantosas para os fãs.


ECB: E sobre o filme The Pied Piper Of Cleveland? Esse deve ser provavelmente o material mais elusivo da biografia de Presley.

Joseph Tunzi: As filmagens de The Pied Piper Of Cleveland são o santo Graal do Rock ´n´Roll. Muitos pesquisadores não obtiveram sucesso em sua busca, mas novas evidências nos dão esperanças...Talvez algum dia.

ECB: Only You? Ela foi realmente gravada durante uma de suas apresentações no Hayride? ( Ana Clara Camargo)

Joseph Tunzi: Listei “Only You” pelo fato de Elvis a ter cantado durante alguns de seus shows no Hayride e embora nunca tenha afirmado que ela foi gravada, as chances de que tenha sido não podem ser ignoradas. Com alguma sorte, ela pode um dia aparecer. Sabemos quando e onde ele a cantou e em algum lugar deve existir um tape contendo essa performance.

III-Elvis Starring In Oklahoma, Hot Shots And Cool Clips Vol 2, E Projetos Futuros



ECB: Joseph, você poderia nos falar um pouco mais sobre seu último projeto, o livro Starring In Oklahoma? O que podemos esperar dele?

Joseph Tunzi: Elvis Starring in Oklahoma é um livro que leva você a primeira fila do show de abertura de sua nova turnê em Oklahoma City, Oklahoma. O livro terá mais de 90 fotos nunca antes publicadas do premiado fotógrafo George Wilson. Acredito que irá agradar muito aos fãs. (ECB: Para adquirir o livro, basta acessar o website da JAT Publishing www.jatpublishing.com, ou clicar no banner abaixo.)
Hot Shots And Cool Clips Vol 2

ECB: Que tipo de projetos podemos esperar para o futuro?

Joseph Tunzi: Estaremos lançando sem dúvidas o livro definitivo a cores, em breve teremos Elvis Presley - Tickle Me e quem sabe, um livro bacana sobre os anos 50.
ECB: Você acredita que um projeto utilizando filmagens 8mm com imagem restaurada e som compatível possa um dia vir a ser realizado, talvez pela FTD por exemplo?

Joseph Tunzi: Não posso falar pela FTD mas acho que ela não lançaria filmagens amadoras com som dublado. Não na íntegra. Talvez uma faixa bônus aqui e ali não fosse uma má idéia...

ECB: Quase trinta anos se passaram desde a morte de Elvis e muitas coisas aconteceram desde então, com relação ao seu legado. Sua música foi relançada e "recatalogada" quase à exaustão. Novas canções e outtakes foram descobertos e lançados. O que você acredita que será o futuro de Elvis Presley? O que irá/pode ser feito para manter Elvis em foco nos anos vindouros? ( Douglas Hartung)

Joseph Tunzi: O futuro de Elvis Presley depende de 3 coisas: Número1: A EPE. Número 2: A gravadora. Número 3:Os fãs. E esse último é o mais importante. Acredito que está havendo um rejuvenescimento do "colecionismo" de Elvis, do material original de quando ele ainda era vivo. A e-Bay é parte essencial disto, oferencendo aos fãs quase tudo o que eles desejam. Devo dizer-lhes que particularmente não me interesso tanto pelo próximo FTD, quanto em achar um vinil raro ou outtake de estúdio, fotos inéditas...Acho que isso irá manter o interesse...O fato de sempre existir algo lá fora que irá fazer notícia, e tornar tudo isso divertido. O "mistério de Elvis" irá manter a chama acessa.
Gostariamos de agradecer ao Sr. Tunzi, em nome dos fãs do Brasil, por seu tempo e pela entrevista concedida.

Fonte:http://www.elvisbrasil.com/epbrasil/jtentrevista.htm


sábado, abril 07, 2007

Entrevista com Charlie Hodge - o ajudante de palco e amigo de Elvis

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Charlie Hodge, era o ajudante de palco de Elvis. Charlie entregava os lenços e oferecia água para o rei.
Quando foi a primeira vez que ouviu o nome de Elvis Presley?
Wanda Jackson tinha completado sua turnê do Grand Olé Opry e disse: "Charlie, já ouviste falar de Elvis Presley? Parece que ninguém consegue acompanha-lo". Por isso, eu quis ver este jovem artista. Vi-o pela primeira vez no Ed Sullivan Show, cantando "Blue Moon of Kentucky" como nunca tinha ouvido antes. Deixou-me perplexo. Fiquei impressionado. Lembro-me de pensar que aquele tipo era o melhor. Ele simbolizava o inicio de uma nova era de estilo musical.

Quando conheceu Elvis pessoalmente?
Nos bastidores, em Memphis. Eu estava num espetáculo da estação de Televisão ABC, tinha o melhor grupo de gospel daquela época. E vocês sabem que Elvis adorava música gospel. Ele tinha ido aos bastidores para me conhecer, a mim e ao meu quarteto. Não voltei a vê-lo até ele ser destacado para servir o exército. Ele não me reconheceu. Eu tinha um corte de cabelo que era o meu melhor disfarce. Fui ter com ele e perguntei-lhe quando foi a última vez que ele tinha visto a Wanda. Ele olhou para mim e disse: "Hey, sua cara me parece familiar" e eu respondi: "Sou o Charlie, fui vocalista dos Foggy River Boys". "Hey, eu te via todos os sábados à noite" disse Elvis. Estão imaginando o Elvis a me ver???



Esteve com Elvis na Alemanha?
Sim, fomos ambos para Fort Hood. Mas nunca ficamos juntos no mesmo posto. Na viagem de trem para Jersey é que estivemos a conversar sobre pessoas que conhecíamos no mundo gospel. No navio para a Alemanha ele pediu-me para dividirmos o compartimento. Inicialmente, ele tinha sido colocado com uns sargentos para que as tropas não o aborrecessem, mas ele não conhecia ninguém. Então, ele foi ter com o capitão e pediu para ficarmos juntos e o resto, como se diz, é história.

Como Elvis era tratado no exército?
Lembro-me de uma vez estarmos todos a dormir, a comer e a viver no meio da neve e um coronel apareceu e disse a Elvis que ia para Miami a uma grande convenção e depois seguiria para Paris. Ele olhou para esse coronel e disse: "Senhor, estão aqui 15 mil homens que, tal como eu, estão dormindo debaixo do gelo e, para mim, abandona-los e ter este tratamento especial e depois voltar e olha-los no olho...não conseguiria fazer isso"...

Quais eram os músicos preferidos de Elvis?
Ele gostava de todos os tipos de música. Tinha muitos álbuns. Vários artistas de country, pop e gospel. Ouvia muitas vezes Mario Lanza. Mesmo em Memphis, quando era jovem, ia muitas vezes à um lugar chamado Blues Alley e passava horas ouvindo cantores de blues. Ele ouvia desde gospel até música sinfônica. Ele apreciava diferentes e variados estilos musicais. Mas adorava gospel, em especial J.D. Sumner. J.D. costumava deixar Elvis entrar nos bastidores para ver os Blackwood Bothers cantar. Naquele tempo, Elvis tão pobre que nem tinha dinheiro para ver o grupo atuar, por isso, J.D. deixava-o entrar. Elvis nunca esqueceu do que J.D. fez por ele...



Quais eram as influências de Elvis?
Vocês ficariam surpreendidos, ele usava certos sons, a que chamava a sua voz de Billy Erstein, na música "Fame and Fortune". Ele adorava a voz de Mario Lanza e conseguia mesmo cantar tão alto como ele. Elvis tinha uma extensão vocal de três oitavas, o que é fantástico para um cantor sem formação. Deixem-me que voz diga que ele nunca teve aulas de canto na vida. De qualquer maneira, a nota mais alta que o Mario Lanza conseguiu foi um Dó acima do Dó central e eu ouvi Elvis cantar um Dó acima muitas vezes em palco.

Qual era o álbum favorito de Elvis?
Elvis tinha uma grande variedade de álbuns. Acho que sua escolha iria recair em qualquer álbum gospel que ele gravou.

Você participou de vários filmes de Elvis, não foi?
Participei de "Clambake", no papel de barbeiro. Apareci fugazmente em "Charro", fazendo um mexicano, na cena em que Elvis aparece na cidade. Também entrei em "Stay Away Joe". Lembro-me de um episódio engraçado, onde numa cena de pancadaria dentro de casa. Elvis olhou para a porta da rua, onde eu estava com a banda. A câmera está a filmar Elvis do seu lado esquerdo e ele diz para tocarmos alguma coisa que estão a ter problemas dentro de casa e ambos desatamos a rir e isso não estava no roteiro. A razão para nós rirmos tanto, foi que estava muito frio e o nariz dele estava pingando. Numa outra cena, Elvis está perseguindo sua mãe, e ele pega nela e desata a rir. O que aconteceu foi que o Joe Espósito e eu estávamos ajoelhados no chão, fora do alcance da câmera. Joe disse: "Hey Charlie, agarra Elvis entre as pernas", eu respondi: "Não, agarra você". Elvis olhou para baixo e desatou a rir...

Como que era Las vegas?
Elvis não atuava ao vivo desde 1961, e a primeira vez que esteve em Vegas foi vaiado. Quando eu estava com ele, ficava parado e com um sorriso aberto e eu percebia que ele queria uma bebida. Recordo-me de uma jovem japonesa ter subido no palco, Elvis virou-se para ela e perguntou-lhe o que ela queria: um lenço ou um beijo. Ela olhou para ele e disse que não. Elvis perguntou novamente o que ela queria e a jovem disse James Burton. Elvis deu uma gargalhada estrondosa e acompanhou-a até ao James Burton que a beijou. Depois ficou em frente à Elvis. Ele perguntou se havia mais alguma coisa e ela disse que queria um lenço e um beijo. Elvis pôs o lenço em volta dela e ela pediu o beijo. "Charlie, - berrou Elvis - dê um beijo na jovem" e saiu rindo...

Onde estava quando Elvis morreu?
Fiquei em estado de choque. Ainda na noite anterior tínhamos ido ao dentista e lembro-me de Elvis estar brincalhão e divertindo-se. Ele estava ansioso pela nova turnê. Até tinha umas canções novas que queria cantar. Telefonei ao Felton jarvis, depois fui me deitar. Foi a última vez que eu vi Elvis vivo. Estava tudo correndo bem. Elvis tinha planejado começar a sua própria produtora para fazer filmes e escolher seus próprios roteiros.

Você tem a sua própria teoria sobre a causa da morte de Elvis?
A verdade é, e ninguém alguma vez me convencerá do contrário. É muito simples: Elvis teve um ataque cardíaco. Deus chamou-o e le foi. Deus o abençoe, Amém.

Fonte: www.elvisword.com.br

quinta-feira, março 29, 2007

Dr. LESTER HOFMAN -O dentista de Elvis Presley

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Apos alguns e.mails trocados com Bill, recebi a grande noticia no final de 2003, que Dr. LESTER HOFMAN me receberia em sua residência durante a semana da BIRTHDAY WEEK, em 09 de janeiro de 2004 em MEMPHIS. Foi ele mesmo, Dr. Hoffman que abriu a porta para nos receber. Entramos em sua casa e sentamos numa grande e confortável sala de estar.

GUTA: Como foi que o senhor se tornou dentista de ELVIS?

DR: Depois da Segunda Guerra Mundial, minha esposa e eu nos mudamos para Memphis e foi onde abri meu consultório. Sterling, minha esposa, trabalhava no Banco de Memphis. Um de seus colegas de trabalho, disse-lhe que precisava de uma consulta para seu irmão, mas que não poderia pagar o atendimento. Sterling conversou com Dr. Lester e o dentista ofereceu uma consulta gratuita. O paciente era o jovem GEORGE KLEIN, amigo de ELVIS desde os anos 50. Poucos anos mais tarde, Elvis comentou com G. Klein que precisava ir ao dentista e GEORGE, prontamente ligou para Dr. Hofman e marcou uma consulta. A principio não acreditei... ELVIS PRESLEY no MEU consultório??? Só pode ser uma piada. Mas não... Elvis veio e tornou-se meu paciente até o ultimo dia de sua vida.

GUTA: O senhor lembra mais ou menos quando foi esta primeira visita?


DR: Foi quando ele estava terminando de filmar um de seus filmes. Antes de ir para o exercito, pois lembro-me quando ele se afastou por dois anos e lembro-me também de ir ao Funeral de sua mãe. Foi um choque muito grande para ele!

GUTA: Como era o PACIENTE Elvis durante as consultas odontológicas?


DR: Era um excelente paciente e mantinha seus dentes muito bem escovados e limpos. Muito tranqüilo, calmo e sempre dizia: "Dr. Hofman faça tudo que tem que ser feito."
As vezes Elvis evitava anestesia e fazia meditação. SEMPRE muito calmo, sem medo algum!

GUTA: E o ELVIS homem, amigo que o senhor teve o grande privilégio de conhecer... Como era?


DR: Era uma pessoa extremamente generosa e educada. Sempre se referia a mim, por DR., mesmo depois de muito tempo de amizade, pedi a Elvis para chamar-me simplesmente de LESTER, mas ele sempre dizia: "De jeito nenhum DR. Hoffman! O senhor fez por merecer este titulo!"
Certa vez, Elvis me telefonou e pediu para eu ir até GRACELAND, para que pudesse fazer uma consulta de revisão. Quando estávamos subindo para seu escritório, notei um maravilhoso órgão e comentei: "Que lindo instrumento!" Depois de fazer a consulta check up, Elvis pediu-me para fazer uma revisão também em Ginger e que logo voltaria, pois tinha algo para fazer no andar de baixo de Graceland. Finalmente, lá pelas 23:00 horas, Elvis subiu e disse que iria me acompanhar até meu carro.
Quando saímos pela porta da frente, havia uma camionete parada atrás do meu carro que carregava o órgão que havia visto horas antes em Graceland. Fiquei sem palavras, paralisado.
Assim era Elvis!

GUTA: Conte-nos algum fato marcante que aconteceu com o senhor e ELVIS.


DR: Certa vez, Elvis me visitou no consultório para mostrar o novo Cadillac de Charlie Hodge estacionado em frente. Era um Seville 1976. Elvis olhou pra mim e disse: "Este carro não é de Charlie... é SEU!" Olhei para ele surpreso e disse que já tinha um Cadillac. Elvis olhou para Sterling minha esposa e disse: "Sei que você acabou de fazer aniversario e vocês tem sido grandes amigos para mim. Eu queria apenas agradecer pela amizade sincera."

GUTA: E onde esta este carro hoje?


DR: Nós permanecemos com o carro por mais 20 anos e na ultima noite que vimos Elvis, ele olhou surpreso para o carro exclamando: "Vocês ainda o tem? Vou comprar um novo para vocês"
Achamos que deveríamos dar aos fans, a oportunidade de ver o Cadillac. Por isso, hoje ele esta no museu Elvis-o-Rama em Las Vegas.

GUTA: Dr. Hofman. Sabemos que o senhor foi a ultima pessoa a atender Elvis na madrugada de 15 de agosto de 1977. A suposta última foto do REI tirada por um fan nos portões de Graceland, mostra ELVIS voltando de seu consultório, dirigindo seu famoso 230 HP 1973 Stutz Blackhawk III.
Conte-nos como foi esta última visita de ELVIS em seu consultório.

DR: Elvis estava ótimo... excelente humor e foi fazer uma profilaxia (limpeza) em seus dentes, pois mais tarde, viajaria para Portland, Maine, para iniciar sua nova tourne.


GUTA: Elvis fez algum comentário, vocês puderam conversar sobre algum assunto durante esta consulta?


DR: Lembro-me que Elvis falou: "Dr. Hoffman, sua filha esta estudando e morando na Califórnia. A minha pequena Lisa também. Quando eu terminar esta tourne que começa amanhã, nós viajaremos juntos para Califórnia e as levaremos para almoçar." (Dr Hofman neste momento tinha lágrimas em seus olhos)

GUTA: Qual foi sua reação ao saber que Elvis já não estava mais entre nós?


DR: Eu não acreditei!!! Estava em meu consultório trabalhando e recebi um telefonema.
Até hoje, fica difícil de acreditar, pois ele estava muito bem naquela madrugada.

Fonte: do site elvis triunfal

terça-feira, março 20, 2007

Geller -guru e cabelereiro de Elvis - terceira parte

LARRY GELLER - por Piers Beagley
Acho que muitos de nós nos sentimos emocionados quando pensamos nestes últimos anos. É que foram difíceis mesmo. Se ao menos tivesse sido diferente.
Bem, ele tinha um plano para o futuro. Até mesmo naquele ultimo ano, quando ele estava realmente doente e tomava tantos comprimidos, Elvis estava bastante consciente. Mais ninguém sabia tão bem o que se passava com ele do que ele mesmo. Ele sabia que tinha um problema e sabia que tinha de parar. A idéia era irmos para o Hawaii e ele se livraria da maior parte das pessoas que trabalhavam para ele e manteria uma equipe mínima. Queria livrar-se do Coronel Parker.
Disse, “Caramba, quero libertar-me desses comprimidos e quero fazer uma boa dieta e exercício. Quero regressar para o ano que vem e quero voltar a fazer filmes. Não aqueles filmes para adolescentes, mas papéis dramáticos para que possa mostrar aos fãs quem realmente sou.” Falava sempre muito sério quando dizia isto.
A tragédia da vida de Elvis é que foi um homem que teve tudo. Ele foi, é e será sempre O Rei. Mas sabia também que estava contaminado de toxinas e que a sua dieta estava descomunalmente errada e que tinha de limpar o seu organismo. Sabia que havia pessoas à sua volta que não eram seus amigos, mas que estavam ali só para receber o cheque ao final do mês. Elvis era esperto e mais esperto do que qualquer uma das pessoas que o rodeavam. E estava fazendo planos. A tragédia é que ele foi sempre adiando suas decisões.
Os últimos anos de vida de Elvis foram como uma viagem numa montanha-russa, com momentos de clareza na sua mente. Mas depois entrava em depressão?
Claro. A vida e a morte estavam ambas pousadas sobre os seus ombros e, com grande tristeza, a morte ganhou.
Agora uma pergunta mais leve. Como passou tanto tempo ao lado dele e assistiu a tantos concertos, qual é a canção de Elvis que mais significado tem para você?
A canção que me toca de forma inigualável é Unchained Melody, porque Elvis colocou essa canção nos seus concertos durante os seus últimos meses de vida. Era apenas Elvis a cantar, ao piano, com uma luz azul sobre ele. Quando ouço isso, fico sempre espantado. E aquele concerto da passagem de ano de 1976 quando canta Rags to Riches e Unchained Melody – foi fenomenal naquela noite. Um dos melhores concertos que deu na vida e estava com ótimo aspecto. De fato, Jimmy Carter telefonou-lhe naquela noite quando já estávamos de volta no hotel. Eu atendi o telefone e disse a Elvis que era alguém fazendo-se passar pelo Presidente dos Estados Unidos. Mas era ele mesmo e Elvis estava à espera do seu telefonema!

O que está Larry Geller fazendo agora?
Estou trabalhando num novo livro sobre o qual falei pela primeira vez com Elvis. Escreveria um livro sobre a Saúde e o Cabelo e na época Elvis disse que poderia usar o seu nome no livro. Sentia-se muito feliz por ser associado com a saúde e pensei que isso poderia ser bom para a sua imagem. Ele até chegou a falar sobre a hipótese de fazer um anúncio publicitário para mim! Elvis falou até com Vernon sobre isso, mas Elvis morreu antes que quaisquer contratos tivessem sido assinados e depois senti que não devia ir avante com o projeto.
Mas agora estou a fazê-lo e melhorei o conceito. Vou falar de todos os meus primeiros anos com Elvis e de todas as celebridades que conheci. O livro intitula-se GellerCare: Healthy Hair, Healthy Life e é sobre a vida e o rejuvenescimento, a nutrição, crescimento espiritual e tudo o que se precisa de saber sobre o cabelo. Deve sair no início do ano que vem e também vai conter fotos de todos os filmes que fiz com Elvis.

Uma pergunta final. Você falou bastante com Elvis sobre a reencarnação e o karma. Sonha com ele e acha que vai voltar a encontrar-se com Elvis outra vez?
É uma boa pergunta. Tenho tantos sonhos com ele que até me arrepio. Acordo e é como… “Uau, foi tão real”. A outra é uma questão mais complexa… O que acontece quando deixamos esta vida? A minha resposta é: Sim. Espero voltar a ver Elvis outra vez. Que Deus o abençoe.

Muito obrigado por nos dispensar tanto do seu tempo, Larry. Foi fantástico falar com você.
Fique bem e espero que nos possamos voltar a nos encontrar um dia.

Geller -guru e cabelereiro de Elvis - segunda parte

LARRY GELLER - por Piers Beagley
Obviamente, devem ter havido alguns momentos de tensão entre você e os outros elementos da Máfia de Memphis por causa de seus modos diferentes de vida.
Acertou em cheio, foi mesmo assim! Bem, o que tenho de dizer é que eu estava lá porque era o que eu fazia para viver, mas, mais importante que isso, estava lá por causa de Elvis, porque gostava dele. Ali estava um cara super aberto e receptivo, interessado naquilo que eu tinha para dizer, por isso, era a combinação perfeita. Ambos gostávamos muito de numerologia e ele era um 8 porque nasceu em 8 de Janeiro e esse é um número que representa ser mal entendido. E Elvis sentia que era muito mal entendido. Falta de entendimento na sua carreira e até com as pessoas sobre quem ele era. Elvis tinha perfeita consciência de todos os ciúmes, invejas e ressentimentos dentro do grupo, mas ele achava que estávamos ali para um objetivo mais importante. Era nisso que se baseava a nossa amizade, mas era muito difícil. Para o mundo exterior eu fazia parte da Máfia de Memphis, mas dentro do grupo havia alguns elementos que se detestavam entre si – e isso existe ainda hoje. Eu tinha a atenção de Elvis e eles não gostavam disso. Não sabiam do que falamos ao longo dos anos. Em termos da visão que Elvis tinha para o seu futuro, as pessoas à volta dele não sabiam nada de nada, exceto Charlie Hodge. Charlie sabia porque ele era muito discreto em relação a algumas discussões muito, muito importantes que tiveram lugar durante os últimos dois anos de vida de Elvis. Depois de um concerto, os rapazes iam até ao bar para se encontrar com garotas e eu ia para ficar com Elvis. Era por isso que estava lá e era por isso que queria estar lá.
Charlie parecia ser um dos melhores amigos de Elvis.
Charlie era um homem muito simpático e decente e o Billy também esteve sempre presente. Sempre senti que tinha uma missão, por isso sentia que tinha de ficar com Elvis durante os piores momentos. Até hoje em dia, mesmo com aqueles que ainda me guardam ressentimentos e com quem não me dava, não me importo com isso. Porque nós estabelecemos um elo e partilhamos algo de tão único e profundo que tudo o resto consegue passar-me ao lado. O que eu não faria para poder estar sentado durante dez minutos com ele agora mesmo!
Houve um longo período em que você não teve qualquer contato com Elvis, desde 1967 a 1972, depois do incidente durante as filmagens de Clambake. Lembro-me que você disse que voltou a vê-lo novamente em Agosto de 1972 e que lhe pareceu que já nessa época ele estava metido em sérios problemas.
Foi o meu amigo Johnny Rivers que sugeriu que fôssemos ver Elvis em Las Vegas. Mas quando Elvis apareceu, pude ver a mudança e vi isso nos seus olhos. E acontece que disse a alguém que estava na nossa mesa, “Ele tem mais cinco anos de vida, da forma como está a ir.” Claro que não estava mesmo a falar a sério, mas foi apenas porque pude sentir que algo estava errado. Conseguimos ver pela linguagem corporal de alguém e pude sentir que ele estava a usar más substâncias e que provavelmente não tinha os elementos certos à sua volta. Era algo que tinha a ver com a energia.
Muito embora o Coronel tenha, de fato, feito alguns negócios espantosos nos primeiros tempos, parece que por volta dos anos 70 ele estava fazendo o seu “cavalo de corrida correr até à morte”. Isto deve ter sido horrível de ver, não?
(suspirando) Oh, meu Deus, em algumas noites nem sei como ele era capaz de atuar. Numa das últimas turnês de Elvis, estávamos em Louisville, no Kentucky, e Elvis estava fisicamente doente e estava passando por problemas emocionais sérios. Nesta noite em particular sentia-se com náuseas e com febre, sentia-se terrivelmente mal. Não conseguia dormir, virava-se e revirava-se na cama. Eu mesmo estava tão cansado, que disse, “Ei, Elvis, tenho que ir dormir um pouco. Te vejo depois quando acordar.” Estávamos no Hilton Hotel e no dia seguinte, quando regressei à suíte de Elvis, entrei e, surpreendentemente o Coronel estava lá. Foi a primeira vez que o vi dentro do quarto de Elvis. Disse, “Olá, Coronel”. E ele disse, “Onde é que ele está?” Expliquei que estava com o Dr. Nick e disse, “Deixe-me ir dizer ao Elvis que está aqui.” O Coronel passou por mim à pressa e disse, “Não. Eu é que vou entrar” e abriu a porta.
Até me dói dizer-lhe isto, mas o que eu vi foi o Dr. Nick ajoelhado à cama de Elvis. Elvis estava desmaiado e o Dr. Nick colocando a cabeça de Elvis dentro de um balde com água gelada para o reanimar. Era uma visão patética. A porta fechou-se e o meu primeiro pensamento foi, “Provalvemente isto é bom, pois finalmente o Coronel vai ver o que raio se está se passando. O Velhote vai ver que Elvis está numa péssima forma, está semi-consciente e tem de parar esta turnê horrível.” Um minuto depois a porta abriu, o Coronel passa outra vez por mim e eu levanto-me. Ficamos parados frente a frente e ele a olhar-me fixamente nos olhos. Ele disse, “Vê se me ouves muito bem. A única coisa que é importante é que aquele homem esteja sobre o palco esta noite! Ouviste bem? Mais nada interessa.” E foi-se embora.
O meu coração afundou-se. Eu sabia a verdade e só me apetecia gritar. Oh, meu Deus, que filho-da-**** desgraçado. E depois ouvi Elvis gritar, “Lawrence, é você que está aí? Porque diabo deixou aquele sacana entrar aqui?” Expliquei-lhe que ele tinha passado por mim e depois Elvis ficou xingando o Coronel Parker durante uma hora. Usou todas as palavras más que existem e disse, “Aquele sacana gordo, filho-da-****… Vou ver se me livro daquele filho da mãe. O pai quer livrar-se dele; há anos que o odeia. Não consigo suportá-lo. Há anos que ele perdeu o sentido total do que é o show business. Está apenas me usando e quero que Tom Hullett seja o meu empresário. Depois da turnê de Setembro, acabou-se!” Falou sobre quem ia despedir e como ia mudar as coisas de uma vez por todas.
E o que tem a dizer do boato que Joe trabalhava para o Coronel e para Elvis?
Elvis parecia ter conhecimento disso e ressentia-se disso. Sinto-me pouco à vontade a dar pormenores, pois isso não seria nada simpático, mas há muito mais sobre isso no novo livro sobre o Coronel. No entanto, posso mencionar um tipo de história relevante que está no meu livro If I Can Dream. Um dia estávamos em Chicago e eu fui até ao quarto de um dos rapazes e disse, “Sinto-me assustado como se alguma coisa estivesse errada. Se olhar bem para Elvis, pode ver que ele está tão doente, mais do que doente e precisamos fazer alguma coisa, pois tenho medo de que aconteça alguma coisa.” Ele disse, “Espera um pouco. Larry, está sendo negativo. Daqui a 20 anos Elvis ainda estará tão saudável como está hoje. Todos nós sabemos que os cantores rejuvenescem. Mas te digo, Larry, que vai acontecer é uma coisa a ti. E sabe porquê? Porque está a ser tão negativo!” Percebi que estava falando uma língua estrangeira com alguém, com comprimidos no seu sistema, que não conseguia ver a realidade e que estava em total negação. Mais tarde fui falar com outros dois, mas de forma semelhante, disseram que eu estava ficando paranóico. Sem saber muito bem o que fazer, fui falar diretamente com Elvis. E contei-lhe a verdade e que estava preocupado. Contei-lhe à frente do Joe Esposito e do Dr. Nick.
Também deve ter estado presente quando começaram a surgir boatos sobre o livro Elvis: What Happened?.
Quando Elvis ouviu falar sobre esse livro e que os 3 homens iam “chutar o balde”, isso o afetou muito. Sentiu-se como se o estivessem esfaqueando. Ele dizia: “Se aqueles caras precisavam de dinheiro, eu daria tudo o que queriam. Só que já não os quero à minha volta. Já tive processos legais em cima de mim que me custaram 10 milhões de dólares por causa deles.” Passaram-se dois ou três meses e nunca mais ninguém ouviu falar do livro. Elvis pensou que talvez o Coronel tivesse conseguido fazer parar o processo. Disse-me que pensava que afinal já não seria mais publicado. No entanto, um dia, durante uma turnê, um fã que tinha trabalhado na editora de Nova Iorque, me forneceu uma cópia manuscrita. Voltei para o meu quarto e pensei, “Oh, merda, eles vão acabar com Elvis.”
Grande parte do livro era exagerado e havia meias verdades. Então senti que precisava de esperar pelo momento certo para contar a Elvis, pois agora sentia que a pressão estava em cima de mim. Duas semanas depois, ainda em turnê, estava no quarto com Elvis e ele estava a queixar-se que doía a garganta e que lhe doíam os ossos. Sentia que alguma coisa estava errada e foi aqui que ele mencionou um possível câncer. Disse-lhe que ele precisava de dormir bastante e recarregar as suas baterias, visto que estaria no palco mais uma vez naquela noite. Deixei-o ficar sozinho e fui para o meu quarto.
Uma hora e meia depois o meu telefone toca, “Lawrence, volte aqui, por favor. Não consigo dormir, pede ao Dr. Nick para vir.” O Dr. Nick chegou e deu a Elvis um monte de comprimidos. Regressei ao meu quarto e deixei-o dormir. Naquela tarde, às 16h00 voltei ao quarto de Elvis para o acordar e bati suavemente na porta. Elvis disse, “Entra, Lawrence,” e estava sentado na cama. Estava a abanar a cabeça e disse, “Não consigo, caramba.” Nesta momento, Joe entrou. Elvis disse, “Escutem, rapazes, estou doente. Tenho de cancelar a turnê. Vou telefonar ao pai e vocês regressem aqui daqui a 5 minutos.”
Me dei conta que se Elvis cancelasse a turnê naquele momento, isso só iria acrescentar mais lenha à fogueira do livro que eu sabia que seria publicado.
Então foi nesse momento que percebeu que tinha que contar a Elvis sobre o livro?
Exatamente. Com o Dr. Nick e o Joe presentes, contei tudo a Elvis no seu quarto naquele dia. Disse, “Elvis, tenho que te dizer uma coisa. Ninguém à sua volta te conta a verdade, mas sabe aquele livro? Vai sair, já vi as provas.” Elvis ficou branco. Eu disse, “Se está doente e quer cancelar esta turnê, tido bem. Mas os rapazes estão prontos para te crucificar e tens de saber o que se passa. Vão dizer coisas que não vai gostar de ouvir, mas tem de estar informado.”
Elvis estava de pé, mas sentou-se na cama, com o seu macacão e disse, “Telefona já ao Coronel”. Deitou na cama, e cruzou os braços. Neste momento entra o Charlie Hodge, todo divertido e pronto para ir para o palco. Elvis bronqueou: “Fecha a matraca, Charlie.” Agora, tanto Joe como todos nós estamos sentados na cama de Elvis quando Tom Hullett entrou e perguntou o que estava acontecendo.
Elvis disse: “Não sou capaz. Estou doente, caramba. Detesto ter que fazer isto, detesto ter que cancelar a turnê, mas não sou capaz.” Tom Hullet disse o mesmo que eu. “Se tem que fazer, tudo bem, mas isso vai chegar a imprensa. Por isso, por motivos de segurança, temos que te levar a um hospital e depois para casa.” Elvis me fez um sinal para ir até o banheiro com ele, levantou os braços e olhou para mim. Disse, “Olha para mim, Larry, olha para mim, homem. Estou tremendo, estou doente” e estava a chorar. Comecei a chorar e disse, “Sei que está doente, mas tive que dizer. Desculpa. Foi este o momento em que tive que contar. A tua vida está em jogo.”
Durante as duas horas seguintes estivemos arrumando as malas e a preparando-nos para ir embora. Não lhe arrumei o cabelo como costumava fazer e ele esteve muito calado comigo e não disse nada. Regressamos de avião a Memphis onde esperavam que fôssemos diretamente para o hospital, mas em vez disso fomos para Graceland. Já aí Elvis come uma torta enorme e acaba ficando no seu quarto até às 18h00 e só depois é que vai para o hospital. Senti que não podia regressar a LA até falar com ele, por isso fui até ao hospital, onde os rapazes me informaram que ele não me queria ver. Lembro-me de ver Lamar saindo do quarto de Elvis e de me dizer, “Contaste-lhe a verdade, não foi? Caramba, deixa-me apertar sua mão. É o único daqui que tem coragem!”
Continuava a precisar de ver Elvis, por isso esperei durante dias num quarto próximo ao seu. Não era capaz de ir embora. Numa manhã ouvi Elvis dizer, “Lawrence, está aí?” Entrei no seu quarto e Elvis disse, “Larry, tens de me perdoar, irmão. Foi o meu ego. Está aqui porque me disse a verdade. É por isso que está aqui. Tem que entender pelo que estou passando.”
No seu livro você menciona que até mesmo nestas condições, Elvis ainda estava fazendo planos para o futuro. Pelo menos isso soava positivo.
Elvis tinha mesmo planos para o futuro, que envolviam um livro e projetos como ator. A turnê seguinte foi duas semanas depois. Estávamos em Detroit e era 25 de Abril porque estávamos a falar da mãe dele e essa era a data do aniversário dela. Elvis levantou-se, estávamos a olhar um para o outro e ele pousou sua mão sobre meu ombro. Com a outra mão apontou lá para fora e disse, “Os fãs conhecem o ‘Elvis’ muito bem.” Mas depois bateu com um dedo no seu peito com bastante força e disse, “Mas, caramba, não me conhecem a mim. Não fazem idéia nenhuma.” E disse, “Lawrence, está comigo?”
Perguntei o que ele queria dizer com aquilo e respondeu, “Escuta, Larry, senão contar a verdade ao mundo eles nunca hão de saber a minha verdadeira história. Você me conhece e não pediria isto a mais ninguém. É responsável, pois foi você que me colocou neste caminho. Sei o que leio, sei o que estou passando. Sabe o que estou tentando fazer, em como gostava de ajudar este mundo. É justo fazermos algo juntos, Larry. Talvez escrevamos um livro. Podíamos intitulá-lo Through My Eyes (Através dos meus Olhos) e fazermos filmes com sentido.” Tudo isto soava tão bem, que concordei e disse, “Claro, Elvis. Estou contigo e podemos fazê-lo.”
Durante os anos 60 Elvis xingou e queixou-se sobre os seus filmes muitas, muitas vezes e como queria sair daquilo. Dizia, “Olha, não estou metido nisto só pelo dinheiro. Sempre quis ser ator.” Aquilo que mais lamentava era nunca ter ganho um prêmio da Academia. Já tinha trabalhado com ele no documentário de 1974 sobre as Artes Marciais. Então falávamos sobre outras idéias acerca de filmes que Elvis gostava, conseguirmos arranjar alguns dos melhores roteiristas de Hollywood para trabalhar num filme feito por encomenda para ele. Era este o objetivo e até chegamos a falar em tirar um ano de folga, ir para o Hawaii para a pré-produção, mas, claro, isso nunca aconteceu.
Mas para fazer isso ele teria de escapar do Coronel que, claro, ele tentou fazer em 1973, mas não conseguiu.
É verdade! Nessa época Elvis cedeu, mas por volta de 1977 ele sabia que as coisas tinham de mudar. Queria livrar-se do Coronel e queria uma nova mudança. Falou em voltar a casar e ter mais filhos. Ele queria isso. Era uma luta constante.
Em Março de 1977, você chegou a ir naquelas últimas férias no Hawaii. Obviamente que na época Elvis andava variando de regimes que iam de vitaminas naturais, que você sugeria, e todos os medicamentos químicos que tomava dados pelo Dr. Nick.
Não tenho respeito pelo Dr. Nick. Antes de uma turnê começar, eu arranjava pacotes de vitaminas e minerais para me ajudar a manter-me saudável durante a turnê. Além disso, eu era vegetariano. Um dia eu estava no quarto de Elvis quando ele acordou e o Dr. Nick estava lá. Peguei num pacotinho de vitaminas, coloquei na mesa e disse, “Elvis, devia tomar isto, são bons para ti.” Também lhe fiz um discurso sobre os benefícios das vitaminas. E o Dr. Nick disse, “Ei, tira essa porcaria daqui. Essa merda não funciona.” Era um médico que dizia isto! Claro, já nem sequer é medico. Graças a Deus que se fez alguma justiça.
De fato, não foi em 1967 que deixou Elvis pela primeira vez e foi o exato momento em que o Dr. Nick apareceu pela primeira vez?
Sim e foi quando Elvis iniciou o seu regime de tomada de comprimidos.
Algumas pessoas dizem que o lado místico e espiritual de Elvis não era importante, mas durante os anos 60 deve ter sido algo de bastante importante, pois Elvis estava fazendo filmes leves e horríveis e durante esse tempo deve ter andado à procura de algo.
Elvis surgiu da sua base espiritual, pois ele era assim. A coisa mais importante na sua vida era a sua carreira, a sua filha e a sua alma espiritual. Trinta minutos antes do funeral de Elvis, Vernon revelou-me algo que disse tudo. Estávamos em Graceland no quarto da empregada e vi Vernon sentado e com um aspecto cansado. Fez-me sinal para me aproximar e disse, “Larry, tenho de desabafar uma coisa contigo. Quando apareceste pela primeira vez, desconfiei de você. Era ‘você e Elvis’ a toda a hora e você trazendo todos aqueles livros esquisitos. Cheguei mesmo a falar com Elvis e dizer-lhe o que achava, mas ele disse, ‘Não se preocupe, Larry é uma ótima pessoa.’ Levei muito tempo, muitos anos, para perceber isso, Larry, que você e Elvis eram apenas pessoas espirituais.” A casa estava cheia de gente e Elvis estava ali deitado dentro do seu caixão e quando Vernon me disse isto, foi como se me tivesse caído uma tonelada de tijolos em cima de mim.



sábado, março 17, 2007

Entrevista Priscilla e Lisa Marie Presley, por Oprah Winfrey

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Em entrevista à apresentadora americana Oprah Winfrey, Lisa Marie Presley aproveitou para desmentir que seu casamento com o astro pop Michael Jackson foi por questão publicitária. Priscilla Presley, viúva de Elvis Presley e mãe de Lisa, que também participou da conversa com Oprah, revelou que teve um choque quando soube do matrimônio dos dois: "O casamento durou 21 meses. Acho que foi um problema de agenda: ele queria ter filhos e tê-los com ela", afirmou Priscilla. A seguir a íntegra do bate papo entre Lisa, Priscilla e Oprah Winfrey: Lisa Marie Presley, a filha de Elvis e Priscilla Presley, tem sido famosa desde o dia em que nasceu. Lisa Marie era a maçã dos olhos de seu pai. Ele cobria sua pequena filha com presentes magníficos. Elvis até colocou o nome em seu jato por causa dela. Quando Lisa Marie tinha apenas 4 anos de idade, seus pais foram pelos seus próprios caminhos e se separaram. O divórcio deixou Lisa Marie dividindo seu tempo com Elvis em Memphis na sua mansão Graceland e com Priscilla em Los Angeles. Depois, no dia 16 de Agosto de 1977, o mundo ouviu a notícia de arrasar corações: Elvis Presley estava morto! Com 9 anos de idade, a vida de Lisa Maria mudara para sempre. Ela batalhou muito na adolescência e admite ter experimentado drogas. No entando, ela conseguiu mudar sua vida, encontrou o amor e casou com o músico Danny Keough. Eles tiveram duas crianças, uma filha, Riley, e um filho, Benjamin. Lisa Marie e Danny se divorciaram mais tarde. Em grande parte de sua vida, Lisa Marie foi capaz de evitar as manchetes até os casamentos curtos com o cantor Michael Jackson e com o ator Nicolas Cage. Agora ela está tendo uma nova oportunidade para estar no meio das atenções, para definir ela mesma e seu estilo, com um novo CD intitulado "Now What". Lisa Marie tem tentado manter um um temperamento mais calmo e diz que sua reputação de ser forte não é inteiramente correta, essa é uma visão em que ela não assinaria embaixo.. "Você tem que ter tipo uma pele protetora por fora, mesmo que não seja verdadeiro," diz ela. "Eu acho que isso foi um mecanismo de sobrevivência [para mim]." Lisa Marie diz que ela está em conflito sobre ter crescido na mira do público. "Eu não sou alguém que deseja ou quer atenção," diz ela. "Eu nunca fui uma dessas pessoas que corre, sabe, andando em todos os tapetes vermelhos e indo a todas as aberturas de todos os envelopes, fazendo perfumes Presley e cantando cover de músicas do Elvis. Eu simplesmente não sou o tipo de pessoa que quer atenção sobre mim. Isto tem sido minha maior batalha, e é por isso que demorei tanto tempo para gravar um disco. Eu tive que realmente encontrar uma maneira para ficar tranqüila com tudo isso antes de fazê-lo." Ela diz que este CD dá uma chance de definir ela mesma para o mundo. "Quando eu lancei o disco eu percebi o quanto tinha de fazer antes de me apresentar e sair em púbico falando. Eu estava tipo, 'Você não tem idéia de quem sou eu.' Estou me apresentando a vocês pela primeira vez e vocês possuem todas essas idéias pré-concebidas sobre mim." Lisa Marie foi casada com Michael Jackson por quase dois anos, entre 1994 e 1996. Alguns tem questionado abertamente sobre a natureza da relação deles. Oprah: Você disse que amava-o. Lisa Marie: Sim. Oprah: Você acha que ele te amava? Lisa Marie: É difícil para mim responder essa pergunta. Eu não sei a resposta para isso, para ser sincera. Oprah: Você acha que ele te amou o quanto podia? Lisa Marie: Sim, o tanto que ele seria capaz de amar alguém. Oprah: Você acha que ele te usou? Lisa Marie: Esta cadeira está quente, isso eu te digo! Se eu acho que ele me usou? Todos os sinais apontam para isso sim. Eu não posso responder por ele.

Lisa Marie casou pela terceira vez em 2002, com o ator Nicolas Cage. O relacionamento volátil deles acabou rapidamente, com Nicolas entrando com o divórcio após apenas 108 dias de casamento. Lisa Marie diz que apesar de ter ficado chateada com o rompimento, as coisas estão melhores entre eles agora. "Eu tenho que dar-lhe crédito, sabe. Aquela época não era uma boa época para nenhum de nós. Ele acabou amenizando no final e nos tornamos bons amigos após aquilo. Estamos melhores assim. E ele está feliz e casado e tem um bebê chegando agora, o que é ótimo." Lisa Marie diz que ter filhos com seu primeiro marido, Danny Keough, foi uma das melhores coisas que ela já fez. Lisa Marie e Danny ficaram juntos por volta de oito anos, e Lisa Marie diz que ela já sabia ao 19 anos que Danny era a pessoa com quem ela queria ter filhos. "Eu nunca tive aquele mesmo instinto com um homem, sabe, sabendo que seria tudo bom, seguro," diz ela. "Eu sabia que não importava o que acontecesse sempre ficaríamos conectados, e eu não sei como eu sabia disso com uma idade tão jovem, mas eu sabia instintivamente disso e tive aquelas crianças com ele e nós somos como melhores amigos; irmão e irmã." Lisa Marie diz que ela e Danny criam os dois filhos juntos, e que ele até mora na propriedade dela. "Temos uma espécie de (casa) conjunto, então ele tem a casa dele e passamos os feriados juntos," diz ela. "É difícil ter esse tipo de relação com seu ex, mas eu acho que é muito importante se você tem filhos com alguém para manter sua responsabilidade. Você não precisa colocar o que vocês passaram ou o que vocês tiveram um com o outro nas crianças." Oprah: Você tem orgulho de suas habilidades maternas? Quando você se olha como mãe, que nota daria? Em uma escala de 1 a 10. Lisa Marie: Um 8. Oprah: Eu acho que 8 é o melhor que alguém consegue chegar! Em que você acha que é melhor como mãe? Lisa Marie: Só enchendo-os de amor e carinho. Eles precisam me desgrudar deles constantemente. Eu sou louca por eles e eles sabem disso. E depois tendo isso, tentando muito ser amiga deles e também mãe. Essa é a barreira pela qual você caminha, o que é importante pois você não pode caminhar demais para um lado ou para o outro. Oprah: Como você ensina a eles o que é importante como um ser humano? Como um cidadão do mundo, sua comunidade, quando você tem tudo? Lisa Marie: Você tem que se tornar um exemplo. Eu não sou alguém que fica parada sentada. Eu não estou feliz ao menos que eu esteja ajudando a outras pessoas. E eles me assistem e vêem isso. Você tem que simplesmente ser um bom exemplo. O público raramente ouviu falar de Lisa Marie até que ela encontrou sua própria voz e a compartilhou com o mundo. O som e aparência de Lisa Marie revelam uma semelhança assustadora com seu pai lendário! Nas músicas que estão em seu novo CD, Now What, Lisa Marie diz que mostra sua alma. Oprah: Você sempre se sente como se estivesse sendo comparada ao seu pai ou você chegou a um ponto onde você está mais confortável com essa situação? você pode usá-lo para fixar em sua própria vida e não rejeitá-lo, ou não se sentir como, por exemplo, "Oh, as pessoas estão sempre pensando nele quando eles pensam em mim?" Lisa Marie: Eu acho que isso foi uma montanha gigante para escalar e ultimamente, sabe, haverá um pouco disso lá fora, e eu realmente estou mais confortável sobre isso. Eu entendo que tudo faz parte. Oprah: Você ainda está tentando dizer, "Não, eu tenho minha própria vida. Eu tenho minha própria identidade." ? Lisa Marie: Não, estou tentando achar um bom equilíbrio entre os dois. Não é que eu queira tirar isso de mim. Não se pode fazer isso. Oprah: Isso é muito inteligente de sua parte. O fato de que, antes de tudo, você se parece com ele! E isso é uma coisa boa. E isso faz parte de quem você realmente é.

The Oprah Winfrey Show (29/03/05) Exclusivo: A Primeira entrevista juntas de mãe e filha, de Priscilla e Lisa Marie Presley. Oprah estava tão fascinada com Lisa Marie Presley em sua primeira entrevista juntas que elas literalmente ficaram sem tempo para tratar de todos os assuntos! Antes que a mãe de Lisa Marie se juntasse ao programa, Oprah quis saber sobre o novo homem na vida de Lisa Marie. Ela afirmou que seu nome é Michael Lockwood, diretor musical em sua banda, e que ele era "perfeito" para ela. Lisa Marie: Nós já trabalhamos juntos por um ano e nós estávamos na estrada juntos, então nós já conhecíamos muito bem aonde estávamos entrando. Dizendo perfeito, eu não digo literalmente. Eu só digo que é para mim. Tipo o negócio de alma gêmea, os melhores amigos, todo aquele negócio de que fazemos tudo juntos e, não, eu não estou usando um anel [de noivado]. Oprah: Você não quer mais saber de casamento? Lisa Marie: Eu nunca diria isso. Eu acho que eu me casaria se eu quisesse ter mais filhos. Priscilla Presley está aqui para a sua primeira entrevista para a TV com sua filha! Como a mãe de Lisa Maria se tornou a Primeira Dama do Rock 'n' Roll? Priscilla Beaulieu tinha apenas 14 quando ela conheceu o soldado do exército de 24 anos Elvis Presley na Alemanha em 1959. Apesar de suas diferenças de idade, os dois tiveram uma conexão instantânea. Depois de terminar suas obrigações, Elvis retornou à América. Dois anos depois, ele perguntou ao pai de Priscilla se ela poderia mudar-se para Graceland. Esse pedido quase acabou com a união da família, mas no final o pai dela concordou e Priscilla cursou seu último ano do colégio em Memphis. Era uma vida diferente de todas as adolescentes Americanas: de dia ela era uma garota do colegial; de noite, ela era a namorada de Elvis. Em 1967, Elvis e Priscilla estavam casados em Las Vegas. Desde seus dias com Elvis, Priscilla seguiu adiante para tonar-se uma mulher completa por ela mesma. Ela é uma atriz, uma autora, uma produtora e mãe de Lisa Marie e um filho, Navarone, que tem 18 anos. Priscilla diz que o Elvis que ela conhecia e a vida que eles viviam juntos, eram muito diferentes do que o público conhecia. "Eu conheci um Elvis muito vulnerável," diz ela de seu primeiro encontro com "o Rei." "Eu não vi ele como um estrela de cinema. Eu pude ver um lado de Elvis que muitas poucas pessoas puderam ver. Ele tinha acabado de perder sua mãe um ano antes daquilo e ele estava no Exército na Alemanha, um lugar muito estranho para ele. E Elvis estava igual um pequeno garoto, na verdade. Então eu fui alguém que ele realmente confiava e conversava na época." Priscilla diz que o mundo deles era como uma bolha. "Nós tínhamos nossos próprios amigos. Nós viajávamos com eles constantemente. Nós comíamos com eles. Nós trabalhávamos com eles. Nós viajávamos e tomávamos ônibus e aviões e férias, e não era uma vida de verdade. Era realmente nosso próprio mundo, inteiramente com as mesmas pessoas. Elvis muito raramente se socializava com alguém em Hollywood, acredite se quiser. Ele era um garoto de Memphis, Tennessee, e ele sempre queria voltar a Graceland pois aquilo era o seu refúgio. Era lá onde ele, você sabe, prosperava. Onde ficava feliz" Priscilla diz que tentava muito criar uma filha com os pés no chão. Mas que com Elvis isso era muito complicado, pois geralmente ele mimava muito Lisa Marie com grandes presentes. Priscilla diz que ela acabou tomando muitos dos presentes que Elvis deu à filha, incluindo um anel de diamantes que ele deu a Lisa Marie quando ela tinha apenas 6 anos de idade. Priscilla acabou os guardando em seu armário.. "Ele deu a ela um casaco de pele, um casaco de mink," Priscilla lembra. "Eu acho que ele deu a ela no aniversário e eu disse, 'Você não vai usar isto. Isto não é para você. Você tem 5 anos. Você não vai usar um casaco de mink. Me desculpe. Com licença.' Então eu liguei para Elvis e questionei: 'O que você está fazendo?' Então era simplesmente demais." Priscilla diz que Elvis, que cresceu muito pobre, só queria dar à sua filha coisas que ele não tinha em sua infância. "E mesmo que uma criança não dê muita importância a essas coisas, outras pessoas darão" diz Priscilla. "Os comentários das outras pessoas realmente me incomodavam. Porque eu não queria que ela crescesse, como você sabe, da mesma forma que muitas crianças privilegiadas crescem. Excesso é horrível. Se você não estiver preparado, realmente perturba seu juízo." Após a morte de Elvis, Lisa Marie mudou-se em tempo integral com Priscilla para Los Angeles. Priscilla diz que ela estava preocupada com o efeito daquela cidade em Lisa Marie. "L.A. não é bem o lugar para criar crianças," diz Priscilla. "Há muitos excessos lá. Tem muito de tudo lá. E minha briga era tentar deixar ela longe daquilo tudo, e é isso porque eu mandei ela para uma escola umas duas horas dali, pensando que seria uma maneira de mantê-la fora do cenário, do clima da cidade." Houve até uma época em que Priscilla tentou impor um pouco de sofisticação em Lisa Marie. "Eu queria que você fosse estudar em uma escola na Europa," diz Priscilla. "Estudar Francês. Se tornar uma modelo para os franceses, sabe." O que a Lisa Marie achou de sua introdução a cultura continental? "Ela me mandou para a Europa," diz ela. "Oh Deus, que pesadelo!." Como todo mundo sabe, Graceland era o lar que Elvis tanto amava. Desde sua morte, se tornou a atração turística número 1 de Memphis e a segunda casa mais visitada nos Estados Unidos, logo atrás da Casa Branca. No entanto, os Presleys no começo resistiram à idéia de abrir a mansão Graceland para o público. "Demorou um bom tempo para decidir após ele falecer," diz Priscilla. "Mas não havia muitas possibilidades financeiras para manter tudo aquilo. Tínhamos uma equipe que estava conosco há anos e anos, e tínhamos que deixar todo mundo ir. Foi um choque. Tínhamos impostos do Estado chegando, impostos do governo. Novamente, não foi uma decisão tomada de um dia para o outro." No entanto, há boatos que andaram se espalhado recentemente afirmando que a família Presley vendeu Graceland. Priscilla negou todos eles simplesmente dizendo: "Não, não foi vendido." A confusão, segundo ela, vem de uma recente negociação de licença sobre os produtos ligados a Elvis.. "Nós estávamos procurando há anos por um parceiro estratégico para nos ajudar a crescer," explica Priscilla. "Estivemos abertos por 25 anos. Somos uma companhia privada, e nós pensamos, 'Nossa, nós gostaríamos de poder alcançar aquelas pessoas que não tem condições financeiras para vir a Graceland. Nós temos fãs em todo o mundo.' Então achamos este parceiro em questão, que pensava da mesma forma que nós e que basicamente pegou o licenciamento, também nos ajudaria a atingir esses objetivos e isso foi o que realmente aconteceu." "Veja, são duas coisas diferentes," explica a Lisa Marie. "Tem o Estatuto de Elvis Presley (herança), que são as coisas na casa e todas as coisas dele, que nunca serão tocadas. Nós vendemos 85 por cento do licenciamento e marketing, nós ainda somos donos de 15 por cento. Mas tudo em Graceland ainda é nosso. Nunca será tocado. Uma boa parte daquele dinheiro voltou para formar uma companhia maior, o que irá expandir e fazê-lo ainda maior e fazê-lo ir a lugares que nunca pôde ir antes."

Apesar de serem unidas agora, Priscilla e Lisa Marie, afirmam que só tem sido assim nos últimos anos em que elas realmente conseguiram se entender. Lisa Marie: Eu acho que é que nós somos o oposto uma da outra, se você ainda não percebeu. Minha conduta imediatamente se tornou aquela de "uma garota de 15 anos" quando ela entrou aqui! Eu acho que ela tem uma loja de louças e eu sou o touro que vem entrando. Digo, sou mais grosseira. Ela é muito equilibrada, o que é ótimo. E eu sou do jeito que sou. E eu acho que isso simplesmente não conseguia encontrar uma maneira de se mesclar. Oprah: Como você explica isso, Priscilla? Priscilla: Eu provavelmente tenho sido a força na vida dela, que colocou disciplina nela, no qual ela precisa, se me permite dizer. E eu acho que isso é uma coisa boa. Eu espero que seja uma coisa boa! Sabe, eu sou honesta com ela. Nesse mundo de trabalho você encontra muitas poucas pessoas que são honestas; que dirão a você a verdade. E eu acho que eu sou aquela guia para ela mesmo, para que ela faça suas próprias coisas. Felizmente ela sempre tem tomado suas próprias decisões. Então eu sou a única pessoa que realmente estava lá com a disciplina e ela provavelmente se ressentiu um pouco com isso. Priscilla diz que ela soube do primeiro casamento da Lisa Marie, com o músico Danny Keough, só no dia do casamento deles, por telefone. Mas mesmo aquilo foi melhor, diz ela, do que como ela descobriu a respeito do casamento de Lisa Marie com o cantor Michael Jackson. "Havia helicópteros em cima da minha casa para ver se ela estava indo para lá, ver o que eu faria," diz Priscilla a respeito da imprensa antecipando sua reação ao casamento. "Me afogar na piscina? Sei lá," diz ela com tom de brincadeira. Terminando a história, Lisa Marie explica como ela contou a Priscilla. "Você me ligou e disse, 'Oh Deus, tem helicópteros em cima da casa,' " diz Lisa Marie. " 'Eles estão dizendo que você casou com o Michael Jackson.' E depois eu fiquei em silêncio." Priscilla mantém uma esperança até hoje que Michael Jackson realmente tenha amado Lisa Marie, e que o casamento deles envolvia uma razão legítima da parte dele. "Eu quero acreditar que ele amava ela," diz ela. "Eu não quero acreditar que foi só para uma coisa, seja para manter sua popularidade ou para ficar associado de alguma maneira a ela ou a seu pai. Eu realmente não quero pensar nisso. Só é difícil para mim acreditar que as pessoas fazem isso. Digo, ela é realmente amável." Apesar de inicialmente tentar protegê-la de uma carreira musical e dos "grandes sapatos" que ela teria que preencher, Priscilla apóia o canto de Lisa Marie. E o que Elvis acharia da nova carreira de Lisa Marie? "Eu acho que ele ficaria tão orgulhoso," diz Priscilla. "Eu acho que ele provavelmente estaria dando a ela todos os tipos de conselhos. Eu acho que ele também estaria lá, tentando dizer a ela quais músicas que ela deveria cantar e o que não deveria cantar e como cantá-la. Ele tinha que ter sua mão em várias áreas assim, claro. Eu acho que ele realmente ficaria encantado." Nas notas para seu CD, Now What, Lisa Marie escreveu uma mensagem especial para os seus pais, agradecendo a eles e chamando os três de uma "unidade eterna, que nunca se rompeu."

Fonte: http:// groups.msn.com


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